
Junho se foi e foi sim o maior mês do ano, tanto acontecimento dentro desses trinta dias que eu estou perdida em algumas datas.
Mas junho foi o mês de redescobrir a capacidade humana, ou melhor, masculina, de irritar os outros.
Porque os homens têm de ser tão palhaços?
Um deles ontem, talvez um dos principais exemplares para mim, disse que eles sabem ser felizes. Como assim? Nós mulheres também sabemos! Acontece que eles arranjam umas brincadeiras tão idiotas, uns apelidos infantis, umas coisas que eu não acho graça mesmo.
É verdade que estou numa fase de total irritação, estou tensa e por vezes mal humorada. Mas eu sou feliz, eu acho graça de piada, de filme infantil, de comercial bem feito. Acho graça de textos, principalmente dos da Cínthya Verri, mas não vejo a menor graça em certas palhaçadas masculinas.
Fico me achando a chata do ano, afinal, ele é sempre tão alegre, tão feliz com todo esse circo e eu de cara feia irritando por estar muito irritada.
Coisa bem difícil isso de se relacionar, ainda mais em um ambiente em que duas pessoas são mulheres e as outras quinze são homens tão cheios de 'alegria' e quase sempre de cerveja também.
Fazer o quê se coletivo de homem quase sempre é circo?
Espero que a irritação se dissipe nas férias e que eu volte com mais vontade de achar graça de coisas tão bobas para mim. Por ele, afinal.
Agora, que tem hora que dá vontade matar, isso dá mesmo.
Cuidado pra não ser soterrado por Cereal matinal.
PS: Descobri o blog da Cínthya Verri no blog do Fabrício Carpinejar, ela é a namorada dele e escreve de um jeito muito leve e divertido, passa lá: http://matandocarpinejar.blogspot.com.