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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Dos que me assistem - Três Vezes Amor


- Pai, não acredito que você bebia, fumava e dormia com todo mundo... Mas mesmo assim eu te amo.

Em matéria de comédia romântica sou uma chata. A história tem que ter foco, não pode se ater ao clichê, precisa de elenco e cenário cativante... Enfim, assisto quase todas, mas não são nem metade que me fazem querer ter em casa.
'Três Vezes Amor' conseguiu isso, o filme despertou algo tão nobre aqui dentro, talvez a inocência da pequena Maya que desejava reatar o casamento dos pais, ou ainda a ilusão política do personagem principal que se perde com o tempo, ou simplesmente o chavão ultra verdadeiro de que o amor é isso aí, um chute no escuro, definitivamente talvez.
Já nas primeiras cenas soube que riria bastante, mas a comédia não reina, é uma 'história de amor de mistério'.
Will está se divorciando e duas vezes por semana passa as noites com a filha Maya. Em uma dessas noites a menina insistente pede ao pai para lhe contar a história de como conhecera a antiga esposa. Will então narra para a filha seus três amores e desamores. 
O filme poderia ser só isso e já levaria um elogio, mas o elenco é perfeito e os personagens têm seus estilos que acabam influenciando o modo como nós enxergamos o mundo. Todos nós já tivemos um amor inocente, um amor insano e um amor maduro, se alguém estacionou em um deles sem experimentar os outros, espere e verá.
Não bastassem os três romances, Maya nos cativa do início ao fim (filmes com criança fazem meus olhos brilharem), suas falas, modos e biquinhos, é a dona do filme! O carinho que ela tem pelo pai, o desejo de vê-lo feliz mais até do que vê-lo de volta ao casamento, tudo nela fazia com que eu quisesse que o mistério se resolvesse logo.
Para mim a maior lição do filme é que o amor é assim, a gente se prepara, compra o anel e quando vê, ele puxou o tapete, deixou a bagunça pra trás e foi embora. Ninguém pode impedir um amor perfeito de não acontecer, mas todos nós podemos, ao menos uma vez na vida ter a chance de voltar atrás.
Nem o sim é para sempre. Definitivamente, talvez.



Ficha técnica e dados essenciais:

Nome: Três Vezes Amor (Definitely, Maybe) - 2008 [jurava que era mais recente]
Estrelando: Ryan Reynolds (A Proposta - cada dia mais galã do gênero), Abigail Breslin (Pequena Miss Sunshine - crescidinha e bem mais magra, mas com o mesmo encanto de sempre!), Isla Fisher (Delírios de Consumo de Becky Bloom), Rachel Weisz (O Jardineiro Fiel).
Classificação: 5 estrelas (entrou para a lista das comédias românticas favoritas!)
Assista com: Assisti sozinha e com o namorado, a segunda opção é recomendada. Cuidado apenas com as cenas que causam lágrimas, eles costumam abusar depois...
Preste atenção em: Maya, a pequena encantadora! Vale prestar atenção também nos perfis das três personagens do filme e tentar se enquadrar pra ver qual seu tipo... Dá para fazer apostinha de quem foi a escolhida do Will e é a mãe... O filme ainda tem o desenrolar político de uma geração, para quem curte é uma boa opção acompanhar a evolução do personagem principal como pessoa e sua relação com o mundo político, quanto mais ele amadurecia, menos iludido ficava.

Permita-se encantar e conte que ainda dá tempo de correr atrás de um amor, se é o que está faltando!
Bom filme e feliz dia das crianças!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Dos que me assistem - Água para Elefantes



 'Eu não estou fugindo, estou voltando para casa'

O filme me atraiu antes mesmo de acontecer, no começo do ano passado estava ainda lendo o livro quando soube do interesse de gravá-lo. Adorei o livro, achei a escrita da Sara Gruen leve, me fez me apaixonar ainda mais pelo mundo do circo. Detalhe importante, sou mesmo apaixonada por circos, animais e histórias de amor, foi difícil então não criar expectativas em relação a ele.
A primeira surpresa veio quando li sobre o elenco, não conseguia imaginar Robert Pattinson encarando um personagem com tanta expressão, tão forte. Em compensação tinha adorado a escolha da Reese Witherspoon, um atriz que sou fã faz tempo.
Com muita pipoca e o amor à tiracolo, comecei a ver o filme ontem, e a história foi se desenhando sem me cativar muito. Vale a pena como história, vale muito, mas sinto que faltou alguma coisa...
Algumas cenas me encantaram, principalmente as gravadas na companhia adorável de Rose, a elefanta do título.
Acredito que Robert tenha achado o seu caminho, um papel maduro e bem feito, Reese no papel de Marlena ficou ao meu ver coadjuvante da própria história, poucas falas de valor e uma atuação sem exigir muito da atriz que ela realmente é, a química entre o casal até aconteceu, mas só me fez suspirar na única cena quente entre os dois.
O meu Oscar iria para Christopher Waltz, dono do 'Circo dos Irmãos Benzini' interpretando um marido apaixonado, possessivo e extremamente bipolar. As cenas que ele faz com Rose são de tirar o ar!
Para uma história de amor, faltou o principal vindo do casal central, aquela coisa de tirar os pés do chão que a gente do outro lado da tela sente, amor mesmo eu vi na elefanta.

Ficha técnica e dados essenciais:

Nome: Água para Elefantes (Water for Elephants) - 2011
Estrelando: Robert Pattinson (superando expectativas e mostrando que é muito mais que um vampiro bonito), Reese Witherspoon (um tanto apagadinha), Christopher Waltz.
Gênero: Romance
Classificação: 4 estrelas (seria 3 não tivesse uma fotografia tão excepcional!)
Assista com: Se possível, com namorado, mas se não houver essa opção, o filme é família, a única cena mais forte pode ser assistida ao lado dos pais sem problema algum, não causará constrangimento.
Preste atenção em: As imagens são lindas! O momento em que eles montam o circo, puxando a lona tem uma iluminação perfeita! Os animais também valem ser notados, não só a elefanta Rose como o cachorrinho do companheiro de quarto do Robert. Cenário, figurino, fotografia e trilha sonora excelentes!

No mais, permita-se surpreender!
Bom filme!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Dos que me assistem - Enrolados


'Nunca pensei que eu pudesse te ouvir dizendo um adeus pro teu sonho que estava por vir'

Sou fã de animações. Então 'Enrolados', a animação de número 50 dos estúdios Disney, assistida essa semana criou em mim uma certa expectativa. Explico, conheço desde sempre a história da Rapunzel, já assisti aquele filminho da Barbie, já li muitas historinhas quando criança e realmente nunca consegui compreender a lenda. Quando o filme começou e fui  apresentada a pequena princesa loirinha de olhos grandes e verdes me apaixonei, mostrar criança acaba comigo.
O filme começa e confirma todas as expectativas, fico feliz em saber que a Disney tem consciência de que as crianças de hoje (e aqueles que não são tão crianças assim) desenvolveram seus gostos e não se contentam mais com princesas inocentes e mocinhos perfeitos. O amor impossível saiu de moda, até nos contos de fadas.
Enrolados me fez pensar sobre os sonhos, aliás acredito ser esse o chavão do filme, a moral. Todo mundo tem um sonho, do mais bruto ao mais culto, da menina trancada na torre que sonha em ver de perto as lanternas flutuantes ao ladrãozinho de meia tigela encrenqueiro que cresceu em um orfanato. Mas não é só ter um sonho. É saber a hora de abrir mão dele.
O casal me encantou por sua história de amor (eu sou apaixonada por histórias de amor), não porque ela vence a mamãe Gothel, ele acaba se tornando aliado do cavalo que o perseguia, a história me cativou porque ao estarem juntos eles descobrem que os sonhos mudaram.
Pouca gente tem essa consciência de coletividade de que quando encontramos um amor um sonho individual perde um pouco a graça, é muito mais gostoso sonhar junto.
Quando o filme termina a gente fica com a sensação gostosa de que amores reais são maravilhosos por isso, justamente por isso, porque eles não são sonhos de consumo, mas ele transformam os nossos sonhos. Ter um amor é isso, transformar o seu sonho.

Ficha técnica e dados essenciais:
Nome: Enrolados (Tangled) - 2010
Estrelando: Mandy Moore (fazendo Rapunzel na versão original e soltando o gogó) e Luciano Hulk (o Flynn Rider ou melhor, José Barbosa, na versão dublada).
Gênero: Animação
Classificação: 4 estrelas (ainda que tenha canções bonitas, elas me cansam)
Assista com: irmãos mais novos, namorado, pais, amigos. Assista com quem estiver disposto a se divertir!
Preste atenção em: Alguns personagens são muito engraçados, as variações de humor de mamãe Goethel são uma história à parte. Animaizinhos fofos também fazem o riso rolar, Pascal o camaleão bom de briga que eu queria ter e Maximus, o cavalo com vocação canina.

Bom filme!




quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dos que me assistem - Comer Rezar Amar


'Às vezes perder o equilíbrio por amor
faz parte de uma vida equilibrada'


O amor pode ser terrivelmente claustrofóbico. Ou pode ser uma gaiola aberta. Depende muito mais de quem está disposto a voar do que das circunstâncias externas.
Aprendi com a escritora Liz que às vezes a melhor maneira de achar uma resposta não é aproximar os olhos do papel, é afastar a mente.
Em 'Comer Rezar Amar' (assistido hoje pela tarde) Julia Roberts se encontrou. Consigo sentir veracidade em cada lágrima derramada, a cena do banheiro em que ela conversa com Deus pela primeira vez me pareceu de uma realidade e simplicidade únicas! 
O filme é bem mais que a história de uma mulher que tinha tudo e se descobre vazia. É a história da renúncia do que se acredita possuir, a história da coragem de quem vai para países novos sem nem dominar completamente o idioma e principalmente a história da busca de alguém por si mesmo, um caminho difícil de trilhar que não deixa carimbos em passaportes.
Liz (Julia Roberts) é uma escritora que tem seu nome feito, uma casa hipotecada e um marido meio esquisito, mas ainda assim um bom homem. Mesmo assim ela entra em crise (entra aí aquela teoria minha que toda mulher um dia entra em crise), pede o divórcio e se prepara para uma viagem de um ano por três países desconhecidos. Começamos aí a morrer de inveja. Na deliciosa Ítalia ela redescobre o prazer de se amar corporalmente, tornando-se livre sem a preocupação obsessiva que quase todas nós temos contra os pobres coitados dos carboidratos. Na Índia ela encontra a parte mais elevada de sua alma, e se completa mais um pouco entendendo que é parte de Deus e que por isso ele também é parte dela, não há necessidade de busca exterior. Mas quando chega à incrível Bali é que Liz percebe o que estava perdendo (um brasileiro lindo chamado Felipe, qualquer semelhança é mera coincidência).
Brincadeiras à parte, amar é sempre complicado, não por soar compromissivo até o último fio de cabelo, mas porque todo mundo tem alguma cicatriz e às vezes até um restinho de veneno onde o espinho já fincou anteriormente. Amar é sempre um risco desmedido e nossa tendência humana é evitar correr tais riscos.
A maior lição que o filme me mostrou hoje é que fingimos que complexo é sair de nossa zona de conforto e sim, abandonar família, um casamento falido, um bom emprego, tudo e mais um pouco é loucura e exige muita coragem.
Mas tudo isso não vale se não houver porque mudar e esse amor não é externo, não vem do outro, mas da renovação da nossa eterna capacidade de amar. Quando nos dispomos a sair da nossa área de conforto emocional o choque é forte e quase igual a cair de uma altura considerável sem dobrar os joelhos. O susto grita. O pulso acelera e as costas ficam tensas.
Porque pode não dar certo e pode-se magoar de uma forma nova e péssima, como as outras.
Mas como saber se a balança aguenta sem testar o peso?
Se não valer a pena pelo sentimento, que valha pela história que se terá para contar aos netos, pelos suspiros das primeiras semanas e pelo brilho de olhos. Que valha pelos ensinamentos de que ser inteiro não é buscar no outro a metade, mas abrir o peito completo e cheio de amor próprio pro outro tentar pendurar boas novas nos galhos de tudo que brota ali dentro. O filme me fez querer fazer a minha história da certo.
Eu gostei da história da Liz, e olha que já tinha lido o livro!
P.S.: E achei a minha palavra no mundo, é 'palavra'.

Ficha técnica e dados essenciais:
Nome: Comer Rezar Amar (Eat, Pray, Love) - 2010
Estrelando: Julia Roberts (bem convincente), Javier Barden (falando um portunhol arranhado na intenção de convencer como brasileiro, podia ter sido melhor) e a lindíssima Anakia Lapae (interpretando a pequena balinesa Tutti, cheia de charme e desenvoltura contracenando com todos).
Gênero: Romance
Classificação: 4 estrelas
Assista com: amigas ou sozinha (não é filme para ver com o namorado, é muito auto-ajuda para o gosto masculino). Se você for homem alugue e assista com a namorada, ela provavelmente não entenderá a sua escolha, mas ficará feliz!
Preste atenção em: os cenários realmente são dignos de nota! Lugares deslumbrantes para todos os gostos, das clássicas paisagens de Roma, passando pelas ruas tumultuadas e confusas de Nápoles, visitando uma Índia de verdade, com meninos pedindo esmolas e vacas soltas pelas ruas, praias paradisíacas e plantações de arroz até perder de vista na Indonésia. Quando acaba o filme você praticamente viajou com a Liz.

Bom filme!


(Quase sempre que assisto a um filme fico com a sensação de que ele me assiste em algum aspecto, me auxilia mostrando por outro ponto de vista a resolução de um problema meu. Por isso o título da coluna semanal do Sucrilhos que saíra toda quarta-feira acabou sendo esse. Muitos filmes me assistem, me transformaram e ainda irão ajudar a formar minhas opiniões. Essas resenhas não têm a pretensão de serem consideradas críticas literárias, são apenas o que eu achei do que foi visto, o que eu considero ser importante citar e compartilhar. Espero que despertem a curiosidade!)

domingo, 25 de abril de 2010

Simplesmente Amor (Dia 04 - Um filme)


"Dizem que vivemos em um mundo de ódio e ganância, mas eu não vejo assim. Me parece que o amor está em toda parte, às vezes sem dignidade ou desinteressante, mas está sempre lá. Pais e filhos, mães e filhas, maridos e esposas, namorados e namoradas, velhos amigos. Quando os aviões bateram nas torres gêmeas, até onde eu saiba nenhuma das ligações dos passageiros eram mensagens de ódio ou vingança, eram todas mensagens de amor. Se você procurar, tenho um leve pressentimento que você descobrirá que o amor na verdade... esta por toda parte."

Pensei em vários filmes para colocar nesse post... O primeiro da lista foi Wall-e, que assisti recentemente e achei lindo, doce e cheio de lições para dar. Depois me veio 'O Curioso Caso de Benjamin Button' que é uma fábula encantadora sobre o tempo e as pessoas. Ainda me passou pela cabeça 'Sete Vidas', um romance com Will Smith que é para mim um dos filmes mais lindos que já vi, sem dúvida o que mais me fez chorar.
Porque escolhi 'Simplesmente Amor' então?
Pela frase.
Sou ultra fã de vários filmes, 'O Sorriso de Monalisa', 'A Sociedade dos Poetas Mortos', 'Meu Nome é Radio', filmes que me fazem pensar sobre o tipo de profissional que serei.
Mas 'Simplesmente Amor' me faz pensar sobre o quanto somos mesquinhos às vezes, pensando que as pessoas têm que se adaptar ao nosso jeito, que só o nosso modo de amar é certo.
'Love is all around'. O amor está em toda parte.
Não é meu filme favorito, acho que não tenho um filme favorito, esse inclusive não está entre os cinco, mas eu gostaria que as pessoas entendessem mais que é preciso amar. Só isso.


terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Acredite e mude... Ou não.


Ai que saudades de postar aqui!! Nossa, desde o ano passado que não venho divagar e aliviar minha mente nesse espaço...
Resumindo o máximo que é possível, o fim de ano foi melhor do que o esperado, e olha que eu sempre espero muito! Amor esteve ao meu lado o tempo inteiro, acho que nunca estivemos tão juntos...
O ano começou e eu resolvi bater perna por esse mundão, exagerando bastante... Acabei vindo parar em Volta Redonda, anos que não vinha visitar meus tios...
Ontem fui ao cinema assistir Avatar, confesso que quando fiquei sabendo do lançamento milionário não fiquei animada, pessoa metida a cult que não valoriza filmes tão tão caros...
Mas o filme é espetacular! Não sou a maior fã de ficção científica, mas esse merece aplausos de pé pela história, aliás, bem parecida com o que uma certa nação ultra rica e poderosa já faz com países do Oriente Médio...
Romances à parte, pensei que fosse até chorar no filme, me emocionei, torci pela derrota da minha própria espécie e saí do cinema de alma lavada e coração na mão.
Às vezes os humanos são tão desumanos, e não é só em filmes, infelizmente, é na vida real, a gente mata e massacra a Natureza, nossos irmãos, tudo.
A gente não 'prestamos'.
Fato!
Espero que o filme traga algo novo para os milhares de espectadores que estão lotando as salas, a minha estava super lotada!
Espero que o ano novo traga, que o filme traga ou que simplesmente num rompante de sanidade, sejamos de verdade mais humanos em 2010!
E em 2011, 2012, 2013... Que sejamos humanos, só isso.


PS: Gente, nem sei como agradecer a todos os meus amigos e amores, a todos os seguidores e apenas visitantes que passaram por essa página em 2009... O blog começou por que não me cabia mais tanta coisa no coração... Agora não sei mais largar esse espaço, sinto falta de vocês que passam por aqui... Agradeço muito a Deus por cada novo amigo que esse espaço me trouxe... Mesmo! É por vocês que vale a pena...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Ideais à prova de Bala



"Um símbolo sozinho pode não representar nada, mas se todos se juntam, um símbolo pode significar muito, pode significar a mudança de um país"


Eu sou uma apaixonada por cinema declarada!
Assisto mil vezes o mesmo filme quando gosto e repito as falas, choro quando é preciso e fico com o coração na mão, mesmo sabendo o que vai acontecer.
Ontem tive a oportunidade maravilhosa de assistir novamente 'V de Vingança', no original 'V for Vendetta'.
O filme é um pouco sangrento, mas vale muito a pena.
Em uma Inglaterra futurista os 'homens-dedo' perseguem todos que os diferentes, em um nazismo mascarado de boa intenção.
Gosto de temas polêmicos e também de filmes ingleses, mas isso não basta para que o filme fosse bom. O elenco é excelente, as cenas e as falas espetaculares.Mascarado de Guy Fawkes, V (sobrevivente do massacre viral que foi realizado no país pelo governo) decide que 'o único veredcto é a Vingança'.
Um a um, todos os culpados pelo holocausto são mortos, entre diálogos lindos e ações que nos fazem pensar.
Para muitos o dia cinco de novembro não representa nada, mas foi nesse dia comum que um homem desafiou a nação que era potência mundial e quase explodiu o Parlamento Inglês com toda a família real dentro.
Guy Fawkes teria mudado a história se não tivesse sido traído, na Inglaterra e nos países colonizados por ela, o dia cinco é um feriado para se coroar a traição. Estranho não?
Existe até um versinho:
'Lembrai, lembrai, lembrai
O cinco de novembro
A pólvora, a traição, o ardil,
Por isso não vejo porque esquecer
Uma traição de pólvora tão vil'.
Guy foi traído, como já foi dito, e condenado a forca para servir de exemplo. Usando uma máscara lembrando o rosto do anti-herói, o plano de V é explodir o parlamento e acabar com um símbolo de poder tão sujo.
O enredo nos traz tantas reflexões... Até onde se deve ir para conseguir o que se quer? Qual o preço que é preciso pagar para atingir os objetivos?
Será que o fim justifica os meios?
Acredito que não, mas heróis, ou ainda anti-heróis, como Fawkes, como V são tão necessários.
Eles servem para mostrar ao povo que o poder não está em um monumento, ou em que está lá dentro. O poder está nas nossas mãos.
Revoluções são precisas, sempre! E eu não tenho um lado socialista, não é isso.
Mas é que às vezes a corrupção está em tantos lugares, que nós nos acostumamos a ela. Achamos comum dinheiro de propina guardado nas meias, nas cuecas, em qualquer lugar.
Nos acomodamos.
Talvez o Tiradentes brasileiro pudesse ser comparado àquele Guy Fawkes.Mas eu não sei se no Brasil futuro um homem teria a coragem de V. A coragem de passar por cima da própria vida para libertar um povo de um governo opressor.
Não acredito muito na força da nossa juventude, infelizmente. Acho tudo isso bonito demais, pura rebeldia sem causa.
Espero estar completamente enganada. Espero que novos heróis do povo surjam com a força de seus ideais, usando máscaras ou não. Espero ver a mudança de um país tão corrupto, ver as pessoas lutando por causas nobres, ver a moral governar uma nação.
Em uma das últimas cenas V enfrenta sozinho o chanceler, seus homens, e o primeiro-ministro.
Mata todos, e quando questionado por ser atingido e não morrer, apenas responde:
'Por trás dessa máscara existe mais do que um homem, por trás dessa máscara existe um ideal, e ideais são à prova de bala'.

(PS: tentei carregar uma imagem do cartaz, mas a internet não está colaborando aqui... Então quando for possível, coloco...)
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