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sábado, 15 de outubro de 2011

Das leituras que faço - Dia 15



15) Qual o seu vilão literário favorito? Por quê?

A primeira escolha foi Lady Macbeth. Shakespeare sabia criar vilões como ninguém! Só que Lady Macbeth era apenas invejosa e ambiciosa, era tipo um mesquinho que passava por cima de tudo para conseguir o que queria, valeria o trono, não fosse...
Bellatrix Lestrange!
Bellatrix era puro-sangue e sempre foi apaixonada por Voldemort, as aparições dela nos livros da saga Harry Potter sempre me davam arrepios. Ela foi uma das servas mais fiéis de Voldemort, uma das únicas a procurar seu corpo após seu desaparecimento. Foi parar em Azkaban por matar os pais do Neville e só saiu de lá com o retorno ao poder do Lord das Trevas. Bella torturou de todos os modos possíveis Hermione e ainda matou Dobby. Mas existe um motivo para que eu a considere uma das melhores criações de J.K. Rowling: Bella sempre desconfiou do Snape, ninguém dava muito crédito a ela porque o próprio Lord aceitava a presença de Severo, no fim, ela estava certa o tempo todo.
Ela tem um papel ultra fundamental e adoro o fato dela quase sempre conseguir o que quer, acaba morrendo na batalha de Hogwarts.

domingo, 14 de agosto de 2011

Do jeito que se dá


'Amor é sorte'

Estava de luto porque morrer fazia parte do processo de nascer de novo, de dar espaço pro outro vir e encher de luz e cor. Porque preto não era mais a ausência de luz, como o silêncio não era ausência de som, como a solidão não era a ausência de nada. Tudo se fazia sem oposto, sem antônimo. Cansara-se de todas essas dicotomias baratas.
Fechara o livro da Clarice e dispusera-se a fechar os olhos e sair pulando, tropeços e joelhos sujos vez ou outra fortificavam os passos, não aprendera a ter firmeza nas pernas na primeira vez que se pusera de pé mesmo.
Era preciso treino pra ser gente grande e bonita, gente de olhos brilhantes mesmo com choro preso na garganta. Combinava com postura de quem queria mudar o mundo isso de trancar a alma e sofrer?
Sofrimento levava além, devia ser assim. E devia nem existir, pra começar.
Deixasse pra sofrer quando fosse requisitado mesmo.
Lá fora era agosto ainda, embora quisesse setembro.
Mas as coisas não eram sempre como se queriam, seguiam lá o ritmo delas, mais lento ou mais rápido, dependia da sensibilidade de quem as sentia.
Que fosse à gosto então, ao dela.
Enchesse tudo de Sol e inverno, uma combinação boa pra se jogar na calçada e brincar de ver a vida passar pingada mesmo, tempo é artigo sem domínio, meio vento.
Se chovesse que inundasse e disfarçasse uma ou outra lágrima besta. E que o sorriso não fosse monalisado, que significasse sempre sorriso mesmo, sem análise, sem besteira e sem medo da fugacidade das coisas boas.
O que é bom dura, perdura, vira história contada pra filhos de como algumas coisas tinham um sabor bom meio parecido com picolé de maracujá.
O que é bom está na gente, dentro.
Tudo mais é sorte, pra quem acredita.
Ou não.

(Ao som de Rita Lee: Amor e Sexo)

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terça-feira, 21 de junho de 2011

Da saudade



Lembro como você dizia as palavras e elas soavam como canções. A voz que tinha um tom autoritário e gentil, como quem manda dizendo por favor. Lembro como as coisas mudaram quando você chegou.
Uma amiga diz que sinto muita falta, sinto sim, sua então... Eu sinto toda vez que piso naquele lugar, toda vez que alguém me pergunta se eu chorei no último dia e eu digo que as lágrimas só me vieram quando eu te abracei.
Você não deve entender, quase ninguém entende. Deve ter a ver com meus defeitos de fábrica, sou uma criatura esquisita.
Mas olhar esses seus olhos me faziam um bem! Eles tinham alguma coisa que me deixava sempre perdida, mas segura. Compreende? Era como se a essência fosse mesmo essa, se perder para encontrar caminhos novos, querer buscar o desconhecido... Sem fio de Ariadne, sem medo de Minotauro. Sinto falta de labirintar.
Sinto das conversas que envolviam sonhos, pesadelos, medos e metas, as conversas que eram interrompidas a cada cinco minutos. Sinto uma tremenda falta de te ouvir, de escutar conselhos que você mesma não seguia, de me encantar com você ali na frente desvendando o mundo.
Sinto saudade, que é bem mais que falta, do seu abraço magrelo e tímido, do jeito que você dizia 'Tay' e me chamava a atenção, me mandava focar e parar de fazer tempestade em copo d'água.
Sinto sim, e não é porque sou a pieguice em pessoa, é porque de uma maneira que nem eu entendo, de uma forma que eu sei que não é certa porque você já tem o seu mundo, eu te adotei. Criada já. Eu peguei aquela criatura cheia de certezas firmes e dúvidas caladas, aquela menina de olhar pra cima mas jeitinho de criança olhando pro mar pela primeira vez.
Bem feito pra mim, quem foi que disse que era certo me apegar assim, desse jeito, tanto?
Você bateu asas, você foi viver tudo de lindo que a vida tem pra te oferecer e eu fiquei aqui, com a falta que se faz de chiquérrima pra tentar ocupar o lugar que você ainda está.
E você lendo tudo isso vai pensar, ela é uma novela mexicana mesmo, precisa tudo isso?
Ah amiga, sinto tanta saudade! Eu sei que você está aqui, é muito presente, mesmo com esse mundo de coisas entre as nossas órbitas. Só preciso colocar um pouco dessa coisa que prende o ar pra fora...
E quero muito muito que você saiba que eu acredito no seu poder de voô!
Tanto! O vento pode bater e desestabilizar suas asas delicadas, mas eu sei que você é forte.
Sinto sim, muita falta, mas eu sei que você vai longe ainda, preciso apertar o peito e afrouxar o laço.
Voa, voa...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Des-leal



'É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte'


Não é necessário, mas eu sinto que é preciso e isso até me faz lembrar como você dizia que eu era incoerente.
É como as cinzas velhas de um incenso que a gente joga ao vento fazendo pedidos que vá longe e alcance mundos diversos.
Jogo hoje as palavras de liberdade que senti ontem ao ver o seu olhar indiferente.
Como eu já odiei sua indiferença, como ela já me fez mal, me fez sofrer e me fez sentir pena de mim.
Ontem ela me fez apenas entender que era o mesmo olhar que eu te dava.
E eu procurei com força, tateando por todo o corpo o local daquela velha cicatriz, não achei. O colágeno de novas amizades e de gente que me faz tão bem sumiu com marcas de um inverno ruim.
E eu senti tanta pena do que foi e não é mais, uma pena triste mesmo por me lembrar de quantas vezes passei por cima de pessoas que amava por acreditar que valeria a pena, por você, mil vezes.
Não mais.
Você matou tudo, ou morreu por tempo e descuido mesmo, vai saber.
Não foram as milhares de queixas e indiretas, nem o perfeccionismo que eu me exigia quando se tratava de você.
Foi seu medo idiota de se assumir como alguém normal, que comete erros e dá a cara a tapa.
Não gosto de gente que mente pra esconder sonhos ainda não realizados.
Uma vez eu disse com tanta certeza que você seria um exemplo a seguir e hoje eu vejo que o que eu quero ser é tão além disso tudo.
Eu quero ser como aquela que sonhou e teve cautela sim, mas que não desistiu e sei que não desistiria se não conseguisse.
Se frustrar não é perder, é ter vergonha do que é de fato.
Não se preocupe, eu não vou mais pedir desculpas, não vou tentar me justificar mil vezes explicando o modo como penso ou executo meus pensamentos. Incoerente ou não ando bem satisfeita com o que sou e o que pretendo ser para ficar dando explicações.
Calma, não vou pedir que me aceite também, descobri que não o tipo de coisa que se pede, aceitação é mútua, ela existe e pronto.
Tudo isso é para dizer pra mim mesma que por mais que eu pense às vezes que tudo é um ciclo, algumas rodas gigantes tornam-se cansativas com o passar do tempo. Eu me cansei de tanto subir e descer atrás de estar entre os seus.
Quero carrinho bate-bate agora, quero segurar o volante e dar de cara com o novo sem medo algum de estar errada ou certa.
Obrigada por tudo que foi. Não é justo dizer que não aprendi, seria hipocrisia.
Mas agora quero lições em outra voz, em um tom mais ameno e mais disposto a me mostrar que é como sou, só mais um tentando aprender a realizar sonhos.
Agora eu quero me lembrar que leal eu sempre fui, embora você muitas vezes tenha duvidado disso, mas não serei mais.
Pense que serei apenas uma pessoa comum, daquele jeito que você muitas vezes já me avaliou mesmo. E pense que você agora responde do mesmo modo em mim, finalmente um pouco de reciprocidade.




(Ao som de: Boa Sorte - Vanessa da Mata e Ben Harper)

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Que assim seja!


"... como se tivesse retomado a um anterior estado de pureza depois de muitas marcas."

Que eu nunca desista de acreditar. Que o Sol queime e que mesmo com preguiça, eu deseje ir além.
Que quando a chuva cair, seja vagarosa ou tempestuosa, eu deseje estar no meio dela, desmanchando e renascendo como as nuvens.
Que o vento seja leve pra mover os pensamentos e os moinhos da imaginação, mas que quando não for ele leve a insegurança e tudo o mais que não me couber.
Que hajam amigos de todos os tipos, dos quietos aos ciumentos. Que sejam meu porto seguro, meu ombro, minha âncora. Que sejam leves e cantem comigo desafinadamente, que me visitem e que mesmo de longe, me façam tanto bem.
Que o amor jamais acabe porque sem ele não há pra quê viver.
Que os sonhos sejam sonhos por muito tempo, porque às vezes é tão melhor sonhar que realizar.
Que a realização quando chegar traga estampada na testa novos rumos, porque viver parado é para pedra.
Que eu jamais me deixe levar por vozes vazias e que se isso acontecer, eu possa sempre ouvir a voz daquEle que age por mim.
E que se eu não conseguir ser feliz, que ao menos eu não me permita ser triste.


Citação entre aspas: Caio Fernando Abreu.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

This Time


'Não tenho muito tempo
Tenho medo de ser um só...
Tenho medo de ser só um
Alguém pra se lembrar...'

Existem aquelas horas em que mesmo sem querer é preciso reduzir a marcha, é preciso diminuir a velocidade e até mesmo procurar um retorno.
Sonhei essa noite com lindas borboletas e acordei com uma frase na cabeça: às vezes o que você vê é pouco diante do que é preciso enxergar.
Talvez eu esteja vendo pouco, mas as borboletas me ensinaram que quando o perigo se aproxima é hora de ficar em silêncio e se esconder, camuflar.
Não estou em perigo, mas estou precisando me sentar em uma pedra e me deixar ser paisagem um pouco.
O tempo é nosso escravo e não o contrário. Ando precisando fazer meu tempo, se for preciso remontar prioridades, que eu esteja consciente do que estou fazendo.
Tenho todo o tempo do mundo e se for preciso sei que tenho amigos com os quais posso construir um relógio que ande para trás.
Quando se vive intensamente não se perde tempo, mas também não se ganha.
O segredo não é esse, é viver de modo único, é se deixar ir com o vento, se fazendo de pipa de vez em quando.
Hoje eu não quero pensar no 'para sempre', não quero pensar se vou ou não realizar sonhos próximos, se sou ou não capaz de atingir metas. Hoje eu quero só me sentar e ver tudo em silêncio cúmplice com o universo.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Tempo, Mano Velho


'Se eu ainda soubesse como mudar o mundo,
Se eu ainda pudesse saber um pouco de tudo,
Eu voltaria atrás do tempo'

Eu poderia até fingir que não me arrependo de nenhuma besteira grandiosa que tenha feito nesses meus vinte anos, e olha que foram muitas! Poderia me entupir de hipocrisia e gritar pro mundo que nunca quis voltar no tempo para retirar aquela frase mal encaixada, para explicar aquele não ou até mesmo para reviver algo bom.
Voltar o tempo é o desejo universal, acho que é mais forte até do que a paz mundial, mais forte do que o sonho de tornar um mundo um lugar melhor.
Entretanto, entenda, sempre há um porém, eu aprendi tanto. Clichê, lógico. Todo mundo diz isso também.
Não sei se teria coragem de voltar, de brincar de 'Efeito Borboleta', já aprendi que toda ação corresponde uma reação e está aí uma coisa que eu realmente temo, as reações.
Se hoje eu sou quem eu sou é porque já errei tudo que errei, a gente aprende é com os erros, só sabe andar porque caiu.
Tenho medo do que teria sido de mim se não tivesse 'dado com os burros na água' tantas vezes.
Não sei se seria tão feliz se já não tivesse derramado todas as lágrimas desesperadas e até já quisesse ter morrido.
Nossa vida é feita de construção e quando uma coisa já está pronta o que se pode fazer é reformar. Eu faço com frequência.
Uma máquina do tempo não resolveria meus problemas, tornaria tudo mais confuso ainda.
Se eu pudesse voltar no tempo, ainda que isso aliviasse as minhas dores e as dores que eu causei, algumas de propósito, outras não, eu não voltaria.
Não porque seja egoísta, mas porque aprendi que o tempo é o senhor da razão, frase barata de figurinha de chiclete. Eu confio no tempo, deixe estar que se doeu ou dói, uma hora passa.
Tudo nessa vida vira cicatriz.

(Post para a Postagem Coletiva da semana)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

The End


E o ano já está nos seus últimos momentos... É bem clichê isso de falar sobre o que aconteceu, mas eu acho extremamente necessário!
Para começar a falar do meu ano eu preciso deixar bem claro que houveram dois anos dentro dele, um no primeiro semestre, outro no segundo. Essa divisão foi bem completa, do tipo que rompe mesmo, não foi uma divisão contínua, foi um fim.

Meu primeiro ano foi bom, eu me diverti muito, me vinguei muito, achei que fiz muito sucesso e para ser sincera, passei por poucas e boas ao lado de pessoas que era bastante especiais. Na segunda metade as coisas mudaram totalmente, em alguns momentos eu achei que não fosse ser capaz de superar a primeira metade maravilhosa, achei que aquela parte da minha vida ia ser a base de comparação para todas as outras, mas eu descobri o novo!
Sempre peço um ano novo, eu tive o meu esse ano.

2009 foi o ano de rever tudo, foi o ano em que eu enfiei a cabeça no buraco como se fosse uma ema com medo e o que eu vi lá embaixo me fez ficar melhor. Acho que a palavra para definir o ano foi 'aprendizagem', o ano que eu mais aprendi, sem dúvida!! Mas foi também o melhor ano no sentido afetivo, foi o ano dos amigos novos, de compartilhar sonhos com pessoas que sonhassem parecido, um ano de 'achados' extraordinários e de sentimentos que eu sei que têm raízes profundas.

Me assustei bastante com essa montanha russa insana de coisas que aconteceram em 2009, mas agora já no finzinho, fecho os olhos e deixo o vento bagunçar o cabelo, porque eu sei que meu carrinho tá bem seguro nos ganchos.

Eu quero que o próximo ano seja cheio de surpresas, lógico que espero surpresas menos dolorosas, mas que venha novamente o novo.

Porque como diz Matha Medeiros, só somos eternos porque sabemos sempre apreciar o que de mais belo há, o novo.



PS: Lógico que precisa ser mencionado que esse ano eu fiz o 'Sucrilhos e Neurores' e fiz um milhão de amigos e desabafei, e aprendi a ser feliz nesse cantinho aqui...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Submisso à Razão


O tempo foi sempre considerado Senhor da razão, as pessoas entregaram esse título a ele por estarem sempre esperando uma resposta lógica vinda da passagem linear dos dias, das horas, dos momentos.
Mas será que é o tempo o Senhor Absoluto da razão? Será que a razão se permite ter um senhor?
É inevitável a passagem do tempo, isso é um fato, mas nem sempre essa passagem trará respostas!
As pessoas se acostumaram a dizer que o tempo cura amores, dissabores, que o tempo alivia e perpetua certas coisas, mas é um ponto de vista um tanto quanto equivocado.
Não é o tempo que traz as respostas, o máximo que o tempo faz é abrir os olhos, e de olhos abertos é possível enxergar as respostas dentro de cada um.
Sim, o tempo não é o senhor da razão, o senhor da razão é quem controla o tempo, que eterniza momentos que causaram uma dor ou momentos de alegria.
Humanos são racionais, eles são movidos pela razão, não pelo tempo.
Animais vivem por extintos, eles entendem qual estação é melhor para caça ou para reprodução, eles não sentem, então o tempo para eles é somente isso, um regulador.
Para a raça humana entretando, o tempo tem um valor totalmente mais significativo, mesmo sendo também o regulador. Ele é o regulador dos compromissos, mas não dos sentimentos.
Não é o tempo quem determina quando uma pessoa será esquecida ou não, não é ele quem dita se aquela situação será eternizada em nossa mente, cada um é responsável pelo que guarda dentro de si, seja na mente, seja no coração.
Quando alguém diz que o tempo curará aquela dor não está ciente de que a dor só passará quando finalmente se começar a tratá-la, ainda que a dor seja emocional.
Não é a passagem do tempo que cura um amor, é a capacidade eterna que temos de nos renovarmos, de amar novamente, de olhar para frente.
O tempo é só um fator, ele passa, queiramos ou não.
Passa simplesmente, não resolve problemas, não cura feridas, não é o tempo que traz a cicatriz, mas a reação do organismo, interna.
A solução dos problemas não está em nada que não esteja dentro de você.
O tempo é mero coadjuvante disso que mora dentro de cada um, a razão.


(Texto escrito para Blorkutando - Tema: O Remédio é o Tempo)

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Eu me acerto


'Eu sobrevivo e atinjo algum ponto,
Eu me apronto pro dia seguinte...
E ninguém aqui vai notar,
Que eu jamais serei a mesma...'


Eu acordei muito bem, mas acabei me deparando com verdades desconfortáveis. Eu.
É tão estranho quando isso acontece, quando a gente não precisa olhar no espelho para ver o reflexo.
Eu tenho medo do novo, acho que sempre tive, para aprender a nadar tive que fazer aula de natação. Sei lá, eu queria tanto ser o tipo de pessoa que arrisca, eu só sei arriscar no campo sentimental. Arrisco quebrar a cara por amar, arrisco errar, arrisco sem medo.
Agora se me mandam escolher, a coisa fica mais complicada. Eu tenho medo do que será no futuro, tenho medo de escolher errado, medo de que uma escolha reflita negativamente.
E sou bem falha, eu prometo coisas que me esforço para cumprir mas acabo decepcionando pessoas especiais, também faz parte da vida, a gente nunca vai poder ser perfeito.
Eu queria mais coragem para 2010. Mais ação, menos medo!
Queria ler novos livros, ver novos filmes, ir à lugares novos, sentir coisas novas.
Eu sei que o novo nos faz melhores, mas não consigo não sentir medo.
Eu espero um 2010 novo. Porque meu 2009 foi assustador e tão bom, por ter sido um ano novo de verdade, um ano de novos olhares, de novas coisas.
Quero isso de novo. Quero tentar o mestrado sem medo de estar fazendo a escolha errada.
Quero ir morar longe sem medo de sentir saudades e explodir de solidão.
Quero lançar o livro sem medo de críticas destrutivas.
Quero a renovação de dentro para fora.
Uma nova 'eu' para um novo ano.
Alguns créditos pela reflexão para Carol e Lara.
Carol por ter me dito algumas coisas que eu não queria ter ouvido. Lara por ter me feito chorar num post lindo, que me fez querer mudar tanta coisa...
Eu tenho amigos maravilhosos, que isso me dê força para ser mesmo aquela eterna 'metamorfose ambulante', para voar, sem medo, em todas as áreas.
'Não pensa mais nada, no final dá tudo certo de algum jeito... Eu jamais serei a mesma...'

(Música: Eu me Acerto - Zélia Duncan)
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