sábado, 31 de outubro de 2009

Margaridas e Mais Nostalgia




Outubro chega ao fim, daqui a dois minutos. E eu gosto de pensar que não foi só ele.
Foi um dia complicado hoje, eu estou muito irritada, e acabo descontando em pessoas que não são culpadas, no fim das contas, ficar doente me irrita até mais do que o Lipe me chamando atenção compulsivamente no msn.
Eu não acredito em bruxas, mas esse mês eu descobri uma fada sabe, uma Fada Madrinha lá de Pernambuco.
E hoje, enquanto eu olhava a lua e chorava, eu senti tanta falta dela...
Em um momento de raiva acabei esmagando muitas margaridas, havia um belo jardim delas, a noite estava linda, a lua cheia maravilhosa me inspirando e eu esperando, enfeitando um local onde não queria estar.
Mas as margaridas me faziam companhia, além das poucas estrelas que conseguiam concorrer com o brilho exibicionista da lua.
Lá estava uma constelação especial, brilhando feito pisca-pisca em véspera natalina, era escorpião, a constelação da Pessoíssima. E enquanto eu chorava de raiva, de saudades, de medo até, eu senti a presença dessas duas pessoas tão especiais.
Pedi desculpas a Deus por descontar minha fúria nas flores, e fiquei ainda mais nostálgica, vendo como o vento balançava aquele monte de petalazinhas...
Elas foram gentis, aquelas que sacrifiquei, todas me disseram que o meu bem me quer mesmo bem.
Na hora eu não quis ouvir. Eu queria só mesmo destruir a raiva que eu sentia por ser fim de outubro, por me lembrar de outro outubro, por estar ali sendo segundo plano.
Às vezes eu me surpreendo com minha capacidade de irritação.
E eu então chorei de saudades da Cris, ninguém consegue entender como eu sinto falta dela, afinal de contas, eu a conheci nem faz um mês, afinal de contas, eu nem a conheço de verdade, ela é um alguém que eu nunca olhei nos olhos.
Mas eu aprendi a sentir tanto carinho por ela, aprendi a desejar tanto bem pra ela, a querer conhecer Pernambuco pra um dia finalmente a gente ver olhando nos olhos tanta sincronicidade.
E eu esqueci que tava com raiva, olhando as margaridas.
Elas me trouxeram a Cris, lá de Portugal...
Elas me mostraram que os outubros passados, já foram, passaram. E que esse também terminou.
Quando Felipe chegou, eu já sorria...
Hoje foi um dia ruim, mas eu sempre vou ter margaridas para sorrirem para mim, e me trazerem aquele outro sorriso, que mesmo estando do outro lado do Oceano, ainda faz meu coração se sentir bem.
Ah Cris. Sinto sua falta!
Muito...

Tempo de Nostalgia

'Saudade é aquela coitada
Fica apavorada
Sempre que te vê...'

Acho que o sentimento mais engraçado que existe é a saudade.
Engraçado mesmo é o fato de só aqueles que foram colonizados por portugueses conseguirem sentir isso...
Os que foram Colônia da Inglaterra herdaram o jeito de gorvenar friamente, os da Espanha o calor do idioma e nós, bem, nós herdamos a saudade!
Não conheço uma pessoa que possa afirmar que não sinta saudades...
Existem lógico, os mais egocêntricos que afirmam ter saudades de coisas que já aconteceram a eles... Saudades da infância, do primeiro beijo, do primeiro emprego... Saudades de quando eu tinha mais tempo pra mim, de quando eu era mais feliz... Um monte de saudades egocêntricas!
Eu sinto saudades de todo tipo, ultimamente com essa chuva que não dá espaço eu ando ainda mais nostálgica.
Mas sentir saudades é até bom, é sinal de que aquela pessoa, ou aquela situação, é mesmo especial.
Eu não sou de sentir falta de sofrimento não...
Comecei sentindo falta da Cris, ela tá lá em Portugal, tão longe... Escuto Legião e parece que ela tá aqui, do meu lado, contando coisas engraçadas, falando daquele jeito lindo que ela fala, me fazendo rir demais...
Ai veio a saudades dos melhores amigos mesmo, aqueles que a gente fica dois dias sem ver e sente mesmo uma saudade gostosa...
Saudades da Carol, de ficar horas no msn falando coisas inteligentes e fúteis, de ver a cor dos olhos dela, de estar ao lado mesmo.
Saudades da Nii, dela falando 'Bacana Toda Vida' e mexendo a mão, imitação perfeita da Dr. Neiva.
Saudades da Amanda, que parece que faz anos que não vejo...
Saudades da Mary, que realmente faz anos que não vejo...
Nossa!!!
Tem tanta saudades pra tanta gente...
Hoje eu estou irritada, estou gripada, com dor de garganta, de ouvido.
E eu acordei procurando o Sol, na esperança de que a chuva estivesse se cansado de ficar aqui. Não cansou.
Sinto saudades do Sol então.
E só pra constar mesmo, saudades até do meu amor, que esteve aqui comigo ontem, ele quando fica longe ao menos um dia, faz meu coração enferrujar, aos poucos...
Deixe-me ficar aqui então, com minha nostalgia...
Um grande beijo soprado nessa ventania toda, pra chegar em todo mundo que me faz falta agora.

(Música: Dicionário do Amor - Chicas)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Carinho

Três dias sem postagens e eu estava com saudades... Engraçado como o hábito de vir pra cá todos os dias escrever me ajuda a estar melhor.
Muitas coisas aconteceram desde a última postagem, houve uma Conferência onde eu vi novamente a ação de Deus na minha vida... Os resultados das provas de português/inglês chegaram e eu fiquei realmente FELIZ por ter atingido o esperado...
Mas ontem foi um dia especial.
Ele começou a ser na segunda...
Porque na segunda Felipe passou aqui bem cedo para irmos escolher o 'presente' da Anna, e vê-lo assim tão cedo me faz tão bem... O dia foi excelente, na expectativa do que ela acharia.
E ontem, logo pela manhã, antes mesmo de ir trabalhar eu vim até aqui pra tentar saber...
Descobri.
Nossa, eu não tenho nem palavras pra tentar demonstrar o quanto tudo que ela escreveu me fez bem!
Ontem acabou sendo um dia de receber afeto.
Lá de Pernambuco chegou a minha tiara maravilhosa, um postal e tanto carinho!!
De tarde encontrei a Cris por aqui e matei ao menos um pouco da saudade absurda que estou dela...
De tarde Nii me deu uma caixa tão linda, tão cheia de coisas maravilhosas (tudo bem que mesmo assim eu briguei com ela por um motivo besta... Mas essa sou eu!)...
Ontem foi um dia de comprovações, eu diria.
Quando aconteceu tudo aquilo que os leitores do blog mais antigos sabem, eu fiquei bem mal, porque eu achei que não teria nunca mais amigos, eu achei que eu era mesmo tudo aquilo que tinham dito que era.
Bem, não sou.
Estou longe de ser a perfeição em pessoa, esse propósito inalcançável. Mas também não sou a pior criatura.
Pra ser sincera, e também sem falsa modéstia aqui, eu sou uma boa amiga.
Aquele tipo que demonstra o tempo todo a importância das pessoas importantes. Fui criada assim, nesse mundo de afeto. Eu gosto de abraçar, de dizer que amo, de mostrar mesmo.
Não só isso, eu sei guardar segredos, quando necessário. Sei ouvir, sei até calar.
E Deus também me mostrou isso.
Que o problema não era comigo, era com os outros.
E Deus me deu novos amigos, me mostrou pessoas tão maravilhosas com quem compartilho sonhos feliz, porque sei que eles também sonham parecido.
Eu agradeço tanto por esses amigos!
Agradeço pelas manifestações de afeto que podem vir numa conversa por msn, num nick, numa caixinha de sedex ou num abraço apertado na faculdade e um 'estava com saudades' tímido.
Ter amigos como vocês me faz tão melhor, não melhor do que os outros, melhor internamente. Me faz bem.
Obrigada a TODOS vocês que fazem minha vida mais legal, que me fazem rir quando estou com raiva, que ignoram quando eu fico com raiva por idiotice, que fazem as cores terem mais vida, que compartilham sonhos.
O post é pra você, amiga. Amigo.
Só pra dizer que te amo, com esse jeito que eu tenho de te deixar sem graça.
Obrigada.

domingo, 25 de outubro de 2009

O tipo que Pula


'Well open up your mind and see like me
Open up your plans and damn
You're free!
Look into your heart and
You'll find the sky is yours!
So please don't, please don't, please don't
There's no need to complicate
'Cause our time is short!'

E a canção que dizia que no fim é só você contra você mesmo?
Bem, ela estava certa!
Era você e a sua decisão. Coração dizendo uma coisa, razão dizendo outra... Por isso existe tanta discórdia no Planeta, afinal de contas, não existe paz nem dentro da gente!
Vou adiante como posso, liberdade é do que gosto...
Liberdade de escolha, mesmo quando essa é a coisa mais difícil a se fazer...
O curso que dá dinheiro, ou aquele que você sabe que tem vocação?
O carinha que te dá apoio, ou aquele que sorri e faz o seu mundo parar de girar?
O sim pro sonho ou o sim pra realidade?
Bem, eu já disse, que 'carimbada de ematomas', eu sou o tipo de pessoa que segue os sonhos.
A doida que as pessoas apontam por andar cantando na rua, por sorrir para quem não conhece, por acreditar que as coisas vão dar certo.
Mas às vezes não dão, e às vezes eu sofro, eu quero morrer por ter sido tão louca, por ter jogado tudo pra cima para correr atrás do vento...
Mas mesmo assim, eu ainda corro. Eu ainda escolho o caminho que meu coração aponta.
Eu acredito nas emoções, na verdade do olhar, meu cérebro coitado, fica lá, gritando 'pelo amor, lá vou eu ficar tentando solucionar problemas que ela se mete de propósito, consciente'. Mas eu sei que ele me entende.
Eu só sei ser feliz assim, se for completa.
Se for pra cair, que seja do último andar, dizem que a gente só descobre se sabe voar quando pula do ninho. E eu pulo, diarimanete...
Consigo arriscar algumas manobras no ar, por vezes me esborracho antes mesmo de sentir o vento, por outras enxergo tudo ali de cima e vejo como é maravilhoso mesmo essa vida de limites.
Mas eu só sei viver se for pra realizar os sonhos desse meu coração racional. Porque ele pensa também!
Eu diria que meus sentidos são trocados... Eu tenho um cérebro apaixonado, um coração racional.
E eu sou feliz assim, arriscando, me apaixoanando, me entregando, quebrando a cara e sendo completa.
Entre razões e emoções, eu fico com o segundo time, afinal de contas, eu nunca fui o tipo boa em matemática mesmo...
Mas... Como tudo tem um mas... Seria maravilhoso se eu aprendesse, ao menos um pouquinho, a parar e pensar, antes de ir em frente. Já tentei, vivo tentando, quase nunca dá... É meu jeito, até minha razão é meio irracional mesmo...
Eu não seria uma boa mediadora, só que pra mim vale desse modo pra ser feliz.
Não que todos tenham que saltar de pára-quedas pra entender o sentido de tudo, para mim o melhor método é a prática, para muitos, a teoria.
E a vida é mesmo isso, cada um com sua verdade, com seu jeito. Mais conflito vindo aí, afinal, esse tantão de gente, cada um seguindo o próprio rumo, ditado por cabeça ou coração...
No fim, vale mesmo é ser você. Sempre. Seguindo o SEU coração ou a SUA cabeça.
Tentando, como todos os meros mortais, ser feliz daqui pra sempre.
Deixe que venha o vendaval, vai ver que dessa vez eu decolo e vou parar no mundo do Mágico de Oz.

Tradução do fragmento de 'I'm Yours - Jason Mraz :
'Então, abra sua mente e veja como eu vejo
Abra seus planos e caramba
Você é livre!
Olhe em seu coração e
Você descobrirá que o céu é seu!
Então por favor não, por favor não, por favor não
Não precisa complicar
Pois nosso tempo é curto.'

Tema da semana proposto em http://blorkutando.blogspot.com/ - Razão ou Emoção - Ouvir a cabeção ou o coração.

Amanhã ou Depois

'Sempre estar lá e ver ele voltar...
Não era mais o mesmo
Mas estava em seu lugar!'

E se você ficasse sabendo agora, nesse momento, lendo esse blog, que você vai morrer! É. Você vai morrer daqui a pouco, você é personagem de uma história em que o autor sabe o seu final, só não te matou ainda porque não encontrou a morte mais poética, o fim que dê aquele ar de obra-prima à narração.
E você, com seus planos, sua carreira, seu futuro todo ali, traçado, contado...
Você que sempre esteve tão certo que era capaz, que sempre conseguiu tudo que quis, que sempre soube que precisava contar apenas com você.
O fim, não o que você esperava, mas o que está te esperando.
Seu amor vai ficar, sua vida, as suas contas por pagar.
O filho que você nunca vai ter, o jogo de futebol que você sempre quis ir assistir no estádio, o passeio pra descansar naquelas férias que 'um dia' você ia tirar...
O carro que você batalhou pra comprar, o livro que você ficou de escrever, os amigos que você deixou de fazer porque estava ocupado demais sendo nada mais que você.
Hoje eu vi um filme muito bonito e poético, 'Mais Estranho que a Ficção', me fez chorar e também ver, novamente, que a vida é mesmo 'coisa muito frágil, uma bobagem, uma irrelevância'...
E a gente quase nunca tem tempo para viver.
Encontra tempo pra tudo, menos pra sentir o vento, pra chorar em silêncio aquela dor que aperta o peito faz anos, pra saborear um sorvete novo, pra alugar um filme antigo, pra dizer que ama, mesmo correndo o risco de ser sempre ridículo, pra aprender a tocar guitarra, pra quebrar a primeira regra na vida.
Mas eu vou morrer um dia, ainda que isso não me agrade nem um pouco, ainda que eu não seja lá a melhor amiga dessa ideia.
E eu não preciso ouvir uma voz na minha cabeça me dizendo que meu fim está próximo para parar de contar os passos até o trabalho, os segundos até ir dormir, os momentos vividos no piloto automático.
Eu morri ontem, eu morri mês passado, eu já nasci morrendo.
Verdade que Mario Quintana vivia anunciando...
Como a canção da novela, 'a gente mal nasce, começa a morrer'.
E mesmo assim, a gente ainda espera tomar um tapa na cara da vida, pra gente acordar e ver que ops, passaram vinte anos e o que eu fiz?
Eu não plantei aquela árvore que sempre quis, eu não mandei aquelas cartas que escrevi, eu não disse o te amo porque achei que fosse inconviniente naquele momento, eu não comi porque achei que fosse engordar, eu não chorei porque quis que me achassem forte.
Eu não.
Eu não nada.
Eu passei aqui, mas eu não fiquei.
Mero coadjuvante da própria vida, vivendo em preto e branco no mundo todo colorido, o passarinho dentro do aquário.
E a vida pingando, o tempo deixando sua marca.
Eu não quero morrer hoje, nem amanhã, nem tão cedo. Acho que ninguém quer...
Mas eu também não quero que isso aconteça sem que eu tenha mostrado ao mundo muita coisa, e me mostrado tudo que o mundo pode me dar...
Mesmo assim, se fatalidades acontecerem, e eu espero realmente que não, eu quero que uma parte de mim fique.
Não as contas a pagar, não o carto na empresa, não a carreira que teria sido bem sucedida.
Eu quero que o vento traga a lembrança do meu perfume, que a palavra amigo traga de volta meu olhar, que em todos os abraços dados eu esteja lá.
Porque eu quero ficar em todas as pessoas, não em todos os lugares.
Quanto o meu prazo de validade vencer, eu quero não ter sido o melhor produto da prateleira, mas aquele que você se sente bem em ter, sente orgulho de falar...
O nosso problema é que a gente vive pra ser melhor. E esquece que só existe essa vida, que o segundo, o terceiro, até o último lugar, também tem que ser ocupado por alguém...
Que eu aprenda, com qualquer classificação.
E que ser melhor reflita em uma vida melhor, não em uma posição de destaque.
Que eu não sacrifique aos outros para atingir metas, e nem sacrifique minha vida, meus amores, o meu mundo, para alcançar a felicidade que não chega.
Que a minha vida seja simples, mas que seja vida.
E vida, pra ser vida, precisa mesmo é de essência, de amor, de abraço que não cabe mais de tanta saudades, de lágrimas compartilhadas quase em silêncio, de um olhar cúmplice, de uma palavra desnecessária no momento, mas que vale a pena ser dita...
Vida pra ser vida precisa de sangue, suor e amor.
Precisa pulsar. Precisa de movimento, mas também de calmaria.
Morrer, todos nós vamos uma hora mesmo, inevitável verdade tão odiada.
O que eu quero, é viver pra sempre, dentro dos que me amam...
Deus permita que quando chegar a minha hora, todos tenham conseguido ouvir a canção que meu coração toca...
E que, a cada novo dia, a gente aprenda com a morte que foi a ser novo, estando ali, no mesmo lugar...

(Música: O Astronauta de Mármore - Nenhum de Nós)

sábado, 24 de outubro de 2009

A mais Superlativa

PS: Só pra constar, hoje alguém tão especial, tão tão mesmo, me fez um bem tremendo, compartilhando comigo sua vontade de ser melhor.
Eu fico extremamente feliz em ser parte da sua vida, em ser 'amiga', em ter você pra me orientar e me deixar orientar de vez em quando, do meu jeito doce mesmo.
Hoje, antes de ir dormir, eu e minha pieguice estaremos lá, pedindo a Deus por você.
Tenha lindos sonhos, coração.
Obrigada por fazer da minha vida um lugar melhor...

'Amiga, me perdoa, se eu insito à toa, mas a vida é boa, pra quem sabe amar...'

Te amo, pessoíssima!
(Sim, eu sou piegas! ...)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Fé é a certeza de coisas que não se vêem


'Grandes coisas estão por vir, grandes coisas vão acontecer neste lugar!'


Nossa, eu nem sei por onde começar...
Eu não sei de devo primeiro agradecer a grandiosidade desse Deus maravilhoso, ou se devo me prostrar diante da magnitude de todas as obras dEle...
Eu não sei devo compartilhar o choro por tudo que Ele tem me mostrado ou se o sorriso pela compreensão de como eu sou tão pequena diante da Bondade e Compreensão dEle.
Deus tem feito maravilhas comigo!
Não só comigo, Ele tem feito na minha vida. Ele tem transformado meu coração e a minha alma, Ele tem me dado abrigo, mesmo quando eu dizia que queria ficar sozinha, Ele me estendeu a mão e disse que ia sim ficar tudo bem, mesmo quando eu insisti que o mundo era injusto e que as pessoas não valiam a pena.
Ele é o dono da minha vida.
E eu sinto uma paz tão grande em dizer isso, eu sinto uma coisa tão gratificante em entregar tudo a Ele.
Senhor, como eu quero deixar minha vida sobre Teu poder!
Ontem uma canção me fez parar tudo e chorar feito criança, aquele choro da compreensão de que estamos nos achando tão capazes de tudo quando na verdade não somos capazes nem de controlar nossos próprios batimentos cardíacos!


'Eu sei que sempre estás comigo, Senhor.
Também sei que nada acontece sem a Tua vontade...
Mas preciso aprender a confiar em Ti
Preciso aprender a descansar em Ti...
Tu és o meu Senhor!
Todas as coisas cooperam para o bem
Daqueles que Te amam...
Todas as coisas cooperam para o bem,
Daqueles que Te amam...'


Lógico que falou tanto ao meu coração... Porque eu jamais duvidei da existência de Deus, até em dias em que eu odiava o mundo, eu blasfemava reclamando da injustiça de Deus...
Só que eu preciso tanto Senhor aprender a entregar minha vida nas Tuas mãos.
Porque eu sei que nada que eu faça será tão bem feito se não for por Tua unção, por Teu poder, por Tua Vontade.
Ah Deus!
Como eu tenho sido testemunha do Teu poder transformador!!
Como eu vejo que tudo que tenho recebido é porque Tu estás no controle.
Eu saí da minha 'área de conforto', eu me acheguei a Ti, eu corri o risco, eu paguei o preço tão ínfimo se comparado ao sangue do Cordeiro.
E eu hoje vejo a marca da promessa. Vejo o vale de bençãos que as Tuas mãos estão preparando para mim...
Ainda usando canções...
'Sai da tua terra, oh Filho meu e te mostrarei as estrelas do céu...
Sai da tua terra, oh Filho meu e te mostrarei a areia do mar...
Será que podes contar? Serás que podes imaginar
Tudo aquilo que sonhei para Ti?
O que minhas mãos fizeram para Ti, Filho meu...
Minha benção será sobre Ti!
Uma nova história Deus tem para mim!
Um novo tempo Deus tem para mim!
Tudo aquilo que perdido foi,
Ouvirei de Tua boca: 'Te abençoarei.'!'

Bem.
Eu não tenho palavras diante da grandeza dEle.
Mas eu preciso, eu preciso Senhor, tentar, ao menos tentar, mostrar a todos o quanto a Tua Graça está agindo em minha vida.
Obrigada Senhor, até pela oportunidade de Te louvar.
Te amo e quero entregar a cada dia, a minha vida em Tuas mãos.

(Música: Grandes Coisas Estão Por Vir - Fernandinho)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Para Cris lembrar de mim lá do outro lado do Atlântico

'Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer que não existe razão?'


Bem, ela está indo pra bem longe hoje, pro outro lado do Oceano e eu já comecei a sentir saudades dela... Eu e minha pieguice que não me deixa!
Mas é que ela vem se tornando especial, a cada novo dia, a cada conversa no msn até altas horas, a cada 'mulher, cabeçao, pão de queijo'...
Ela aparece e eu sei que vou morrer de rir, porque até quando a gente tá na maior fossa, quando o nosso mundo tá todo cinza, ela me mostra margaridas, ela pinta meu céu de verde e faz com que as estrelas coladas no teto me levem pra Pernambuco.
Ela é realmente especial! Tão pouco tempo, e tão especial. É, eu sou intensa mesmo.
Só que eu andava meio com medo das pessoas, depois de tantos trancos e barrancos, já era sem tempo mesmo. Eu andava meio desconfiada dessa raça tão irracional. E assim, eu achei o blog dela tão por acaso, ou melhor, tão por obra de Deus, e eu senti tanta coisa boa lendo as palavras dela, e aí começou a nossa amizade.
A gente odeia queijo ralado, a gente gostaria que o mundo fosse verde, e que todas as pessoas ao menos tentassem entender o amor, a gente é idiota e cabeção, e morre de rir de tudo. E a gente tem 'almas afins'.
Se eu pudesse, eu iria estar lá para dar o abraço mais apertado antes dela embarcar, mas como não vou estar lá, ela vai levar o meu abraço, o meu abraço mais forte, com meu perfume...
Ah, mulher com os olhos de luz!
Você não existe! Desde quando mesmo você está na minha vida? Desde sempre né, tinha me esquecido!!
Eu agradeço TANTO a Deus pela oportunidade de fazer novas amizades, de conhecer você, de ficar com essa vontade de que Pernambuco seja logo ali, essa vontade de criar contos de fadas com final felizes...
Obrigada Cris, por tudo que foi compartilhado nesse tempo, a dor, as risadas, as cores, tudo...
Vou sentir saudades suas, e o Sucrilhos também será o 'Meu Blog da Saudade'...
Vou pedir sempre por você lá, vou orar, vou torcer, vou esperar...
Que o vento de lá limpe o terreno da sua alma, e que só aquilo que é realmente forte sobreviva dentro do seu coração.
Eu espero notícias.
Cabeção.
Beijos!!
E um 'xeiro'.

Pão de Queijo.

'Tenho andado distraído, impaciente e indeciso... E ainda estou confuso, só que agora é diferente, estou tão tranquilo e tão contente... Já não me preocupo se eu não sei porquê. Às vezes o que eu vejo quase ninguém vê... E eu sei que você sabe, quase sem querer, que eu vejo o mesmo que você! Sei que às vezes uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas... Me disseram que você estava chorando e foi então que eu percebi como te quero tanto...'

ps: Vai com Deus...

(Músicas: Eduardo e Mônica e Quase Sem Querer - Legião Urbana)

Uma canção pra Mudar


'Uma canção é pra acender o Sol

No coração da pessoa...'

Adoro brincar de 'se'.
Se você fosse um bicho, qual seria? Se fosse uma música, que ritmo teria?
O tema proposto de hoje é 'E se o mundo fosse uma música, qual seria?'
Muito difícil!!
Mas o mundo de cada um teria a própria canção... O meu mundo ia ter notas calmas, batidinhas num violão, notas que lembram praia, sol, lua, mar e amizade pra gente se acabar!
Minha canção tentaria ser democrática, mas nem tanto assim. Eu não aceitaria que meu mundo fosse um batidão, mas aceitaria uma batidinha na minha canção... Um pouco da alegria do frevo, do axé, mas na essência mesmo, seria uma bossa, ou uma canção de mpb que a gente escuta mil vezes e a cada hora encontra uma interpretação.
Porque bem, o meu mundo é mesmo assim, aberto a interpretações diversas.
Minha canção talvez não fosse a que é mais ouvida, mas quando tocasse, levaria as pessoas a olharem o pôr-do-Sol. Eu ia querer uma canção de paz que mostrasse o amor, mesmo em tempos de guerra.
Seria uma mistura de Lulu, Legião, Kid, Leoni, Lenini, Chicas, Zélia e Zeca Baleiro, Cássia Eller, Nando Reis e uma boa pitada de Jack Johnson.
A minha música ia nascer com a pouca pretensão de mostrar o novo. Não o novo que está ali fora, exposto, pra todos verem.
Mas o novo que fica bem guardado dentro de você, aquele novo que nem você enxerga direito, mas que sente que está ali...
Uma canção nova, pra mostrar o mundo novo que existe dentro de cada coração.
E se eu posso escolher a canção que faz meu mundo girar, é porque eu posso definir o ritmo dessa volta.
Eu ia fazer uma canção mais lenta, pra gente poder saborear o vento batendo no rosto, ouvir a chuva pingando nos telhados, tocar a luz que os raios de Sol produzem ao nos encontrar.
O ritmo iria aos poucos transformar tudo numa dança não frenética, mas energética.
Uma dança que faria o corpo se mover sozinho, que tocaria os órgãos internos e vibraria cada célula.
E sim, cada um ia dançar de um jeito diferente, todo mundo ali, sentindo o mundo passar.
Minha música ia inundar o mundo de um som de risos infantis, de choros de felicidade, de sussuros apaixonados.
Ia fazer todo mundo querer se apaixonar, porque a gente sente tudo mais 'mais' quando está apaixonado.
E a gente dança quando está apaixonado, dança nas batidas da alma, que iam fazer parte dessa melodia louca.
Na composição caberiam quantos instrumentos fossem possíveis, quantas notas fosse capaz de distinguir o pensamento. Porque ia ser uma canção contra o preconceito, uma canção pra todas as tribos.
Se o meu mundo fosse uma canção, eu não ia ficar aqui agora, eu ia lá pra chuva, dançar e rir, pra sentir a energia que o Universo passa, através da música.


PS: Estou adorando ter um tema para falar, todos os dias!! Visite autoriainanonimato.blogspot.com e confira como seria a canção da Nii!
PS2: Obrigada pelo carinho de todos os visitantes e seguidores!! O blog não é nada sem vocês! Sempre que leio cada comentário, uma luz brilha mais forte nos meus olhos...
Beijos!

(Música: Uma Canção - Skank)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Estacas e Alho

'Minha dor é perceber
Que apesar de termos feito
TUDO que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos pais...'
Verdade cruel, mas verdade. 'Você pode até dizer que eu tô por fora, ou então que eu tô inventando...'
Não há nada de novo sob o céu. A moda é a mesma, a música (ao menos a boa) é a mesma, e sim, a literatura que faz sucesso também é a mesma.
Nós ainda somos os mesmos!
Ainda amamos a cultura alheia, ainda comemos a comida estrangeira, ainda somos um Brasil estrangeiro.
As meninas ainda sonham com príncipes, em pleno século XXI. As mães ainda são super protetoras e os pais caretas e ciumentos.
Os filhos, metidos a rebeldes e reclamões.
A gente muda a data, mas o produto é o mesmo.
Vamos ao sucesso do momento, ao livro que TODO mundo já ouviu falar...
Crepúsculo.
Um vampiro, uma garota desastrada que não quer viver longe do seu amado predador.
Novo não?
Afinal de contas, quem dessa geração já leu algo assim?
Talvez até mais charmoso que Edward, os vampiros do passado eram vampiros, não usavam capas de caçadores de ursos. Sangue é sangue, de urso ou de humano.
E esse culto à beleza morta já rendeu até Escola Literária.
Pra quem nunca ouviu falar, a Segunda Geração Romântica foi a geração do mal-d0-século.
O amor impossível era exaltado, além da beleza ultra idealizada, a beleza morta, pálida...
Lord Byron foi um dos principais representantes dessa escola. Byron pregava o amor ultra-romântico, quando mais vale morrer do que ficar sem a figura amada.
Bella sem Edward? Ela prefere morrer...
Nada de novo...
Eu não me irrito por pessoas idolatrarem o livro.
Até porque eu sou muito a favor da literatura de massa, graças ao fenômeno do vampirismo milhares de jovens começaram a ler. Eu inclusive li todos os livros da série, mais para terminar do que por amor mesmo.
O problema está em transformar o mundo fictício em mundo real.
Ou ao menos ter essa ilusão.
Os meninos estão cada vez mais tentando ser Edward Cullens, as meninas idealizam e menosprezam homens que não são pálidos, não tem super sentido e não voam.
Gente!
Um livro é só um livro.
Vampiros não existem.
A morte está longe de ser bela, ainda que por amor.
Vivamos.
Leitores que amam a série, não deixe que sua vida se transforme nisso, porque a graça da literatura é justamente isso, ela é surreal, ela é para distrair.
Para viver, não existe páginas.
Quanto àqueles que acreditam que a autora americana revolucionou a literatura universal...
Queridos... Leiam Oscar Wilde, ele fala de vampiros mais perigosos que os de hoje, vampiros de alma... Leiam Byron, o poeta do amor impossível... Leiam!!! Álvares de Azevedo, a segunda geração romântica, a primeira, a terceira...
Para se dizer que um livro é o melhor que já se leu, é bom ao menos variar o autor...
Depois de ler coisas diversas, a gente conversa...

Os sonhos



'Calma, tudo está em calma... Deixe que o beijo dure, deixe que o tempo cure... Deixe que a alma, tenha a mesma idade que a idade do céu...'

(Música: A Idade do Céu - Lenine)

Eu + Deus = Maioria



'Eu preciso tanto de Você.
O seu Amor é o que me faz crescer...
E conhece como a própria mão
Cada medo do meu coração.'



Às vezes parece que o Sol bate mais forte mesmo, até na sua sombra.
Tem alguma ali que não te deixa sofrer muito tempo, não é questão de insensibilidade, não é egoísmo... É só que a felicidade te persegue, ao menos a alegria.
Você está nervoso e bem, não está mais.
Estava muito triste, chorou, e, pronto, passou.
Não, a vida não é nada complicada, nós é que não sabemos entender nada!
Nicole propõe um tema que já estava querendo falar, desde ontem enquanto ia para Carangola...
Deus.
Só que pra mim é complicado falar de Deus.
Complicado não porque eu não queira, mas porque Ele é tão grandioso diante de qualquer palavra minha, sua, de qualquer um...
Deus é mais que tudo. Coisa muito dita já.
Mas é que às vezes a gente não se deixa tocar pela grandiosidade disso...
Eu posso, eu sei, eu faço, eu quero. EU tudo.
Aí você caí, marionete posta de lado, sem vida, procurando o fundo do poço, sem força pra se mover sozinha...
Então Deus te dá o sopro de vida.
E você, na maioria das vezes porque não consegue fazer mais nada, coloca nas mãos dEle.
A vida, os planos, o amor, o insucesso... As angústias, o medo, a dor, o segredo.
Nas mãos de Deus, você diz.
E começa a acreditar que vai mudar.
E muda.
Não porque você começou a acreditar, mas porque a ação de Deus é assim.
Ele age, Ele quer que você coloque os seus medos, os seus desejos, tudo, nas mãos dele.
Eu tive muitos problemas esse semestre, mas durante todo o tempo, eu senti Deus agindo na minha vida, porque eu coloquei tudo nas mãos dEle.
E Ele mudou meu coração, Ele secou meu pranto, Ele me fez esquecer quando necessário, me fez sentir menos, me fez melhor, me mostrou novas pessoas...
Ele me transformou.
Água pro vinho.
E quando eu me sentir sozinha, eu vou tentar me lembrar da fórmula mágica que Nicole me ensinou: Eu + Deus = Maioria.
Ele sabe o que ma apraz, o que é melhor pra mim...
Até quando eu acho que não.
Ele sabe o que me faz crescer, até mesmo a solidão aparente...
Ah, Senhor, eu sou tão grata por tudo que me tens feito!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Como eu Sei sentir

"Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto.
Não sei sentir em doses homeopáticas.
Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja.
Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar.
Não sei brincar e ser café com leite.
Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las.
Porque eu acho sempre muitas coisas - porque tenho uma mente fértil e delirante - e porque posso achar errado - e ter que me desculpar.
Quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada.
Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre quando eu digo convicto que " nada é para sempre."
(Gabriel García Marquez)

Ah Infância


'E a gente dança
E a gente canta
E a gente não se cansa
De ser criança
Da gente brincar
Na nossa velha infância'



Uma coisa que jamais poderei reclamar é que não aproveitei bem minha infância... Vivo repetindo por aí que não tive infância, ainda estou tendo!
E tenho mesmo, não me preocupo em pular amarelinha, em sorrir sem motivo, em gostar de graça das pessoas, como só uma criança consegue fazer.
Acho que as crianças sabem ser felizes!
As crianças e os cachorros. Sim.
Como eu nunca fui cachorro, bem, eu adorava ser criança...
Então, como tema proposto, tem dez coisas que eu sinto muita falta de quando eu era criança...
Não só dez, mas, por enquanto, dez...

1 - Sinto falta do meu tio, ele morreu quando eu era criança demais pra entender que as pessoas morrem mesmo, é a vida. Pra mim alguém tinha vindo levá-lo pra uma viagem... Só que o mais estranho de sentir falta dele, é que eu não me lembro muito bem como era quando eu estava com ele... Eu ouço todo mundo dizer que eu me pareço com ele, que eu sou tudo aquilo que ele sempre apostou que eu seria, mas, eu não me lembro de quase nada além dos olhos verdes dele, e dos dedos finos. Sinto falta!

2 - Morro de saudades de brincar até tarde da noite de pique-esconde e polícia-e-ladrão!! Eu era feliz e não sabia!! Como era bom ficar o dia todo correndo, correndo, chupando manga, jabuticaba, comendo goiaba... E correndo. Não era à toa que eu era tão magra.

3 - Bem, eu sinto falta da minha sã ignorância.
Eu era muito inocente. Ainda mais que hoje (hahaha, ô inocência que eu sou agora...).
Episódio mais engraçado: eu e minha mãe indo para o Rio de Janeiro, de ônibus, chegando na Cidade Maravilhosa, na avenida Brasil, um monte de placas de hotéis... Eu aprendendo a ler... Letra e sílaba... Ho - Tel. Ho - te. Mãe, eu sei ler: Ho - tel. E ela: aham.
Mãe, olha, ali tá escrito errado. Ali tá escrito Mo - Tel.
Mo - tel.
Ué, tem um monte.
Mãe, o que é motel?
Ela em silêncio...
Mãe, o que é motel?
Motel é o lugar onde as mulheres vão para passar a noite Taynná. Hotel é de homem, Motel, de mulher.
E eu: Ah mãe, um dia bem que a gente podia ficar no Motel em vez de ir pra casa do vô né...

4 - Sinto falta de ter um milhão de animais... Eu já tive passarinho, tartaruga, peixe, cachorro, coelho, gato, ramster, até um pica-pau eu tive...

5 - Ah, os amigos que a gente tem quando é criança, aqueles amigos que só a gente enxerga, e que todo mundo diz que são os amigos imaginários... Pra mim eles são os amigos mesmo, aqueles que moram dentro da gente. Eu sinto falta de alguns amigos imaginários, eles eram bem melhores do que alguns amigos reais...

6 - Acordar tarde, dormir tarde, comer o que bem entender e nunca engordar... Coisas de quem tem um excelente metabolismo e um corpo em crescimento!

7 - As cores e as roupas. Bem, quando se é criança, se tem o direito de usar roxo com laranjado, vermelho com verde... Coisas típicas!

8 - Como não falar da liberdade que só as crianças têm? Isso de poder ficar o dia todo brincando, sem nada a fazer, sem compromissos mais sérios do que arrumar a própria cama... Ah, vida boa de ser sem compromisso com nada mesmo...

9 - Quando eu era criança, o mundo não era o que é hoje em dia. Internet? Orkut? Nada disso existia. O máximo da tecnologia era o telefone sem fio, ou então, os bilhetes em letra garranchada que a gente trocava vez ou outra...

10 - O melhor mesmo de ser criança, era ser simplesmente. Criança não se importa muito, é livre, chora quando tem vontade, ri quando quer, até em velório... Criança é criança, não tá nem aí... E tem aquele brilho no olhar, todo lindo, que faz a gente querer viver, querer voltar a ser criança...

Bem, tem mais algumas coisas que eu adorava quando era criança, tipo o fato de kinder ovo custar um real, de que os Ursinhos Carinhosos sempre salvavam o Planeta... O que eu mais gostava mesmo de ser criança era não ter medo. Já quase morri afogada por conta disso...
Sinto falta disso, de não ter medo do que vão pensar, do que vai ser, do futuro todo imenso ali na nossa frente...
Mas eu ainda sou bem criança pra ser tão nostálgica...
Basta!
Agora, preciso ir ali, brincar...

(Música: Velha Infância - Tribalistas)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Pra Todo Mundo Saber


'Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela alegria ainda está comigo
E que a minha ternura não ficou na estrada,
Não ficou no tempo presa na poeira...

Eu apenas queria que você soubesse
Que esta menina hoje é uma mulher
E que esta mulher é uma menina,
Que colheu seu fruto flor do seu carinho...

Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais,
Porque me entendo muito mais também!

E que a atitude de recomeçar é todo dia toda hora
É se respeitar na sua força e
E se olhar bem fundo até o dedão do pé...

Eu apenas queira que você soubesse
Que essa criança brinca nesta roda
E não teme o corte das novas feridas,

Pois tem a saúde que aprendeu com a vida!

Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela alegria ainda está comigo
E que a minha ternura não ficou na estrada
Não ficou no tempo presa na poeira...'
(Gonzaguinha)


Bem, a música por si só já diz quase tudo que eu gostaria... Só tem mais uma coisa, é sobre como é muito bom quando a gente se redescobre.
E enxerga que sua cor favorita é mesmo o branco, o seu perfume é mesmo aquele, o seu poeta, a sua música, você é mesmo você.
Você.
Só você.
Lógico, formado por um pedaço de cada um que está perto do seu coração.
Mas na essência, no coração, você.
É muito bom me olhar no espelho e enxerga o modo quase único como meus olhos brilham.
Bem-vinda de volta!

domingo, 18 de outubro de 2009

Sentimento


'Pode até parecer fraqueza

Pois que seja fraqueza então!

A alegria que me dá

Isso vai sem eu dizer...'

Eu sou piegas. Piegas até o limite dessa palavra do século passado.
Aliás, eu sou meio que do século passado mesmo.
Sou careta, e sofro de envelhecimento precoce também, tenho hábitos de idosos, mas vivo feito criança.
É, sou essa eterna contradição.
Sou intensa, isso me causa dor às vezes, mas é assim mesmo, é a vida, ninguém disse que ia ser o mundo dos sonhos, ia ser chato se fosse.
Sobre ser piegas, bem, eu digo que amo.
Eu mimo, eu cuido, eu sou até chata, pois é, reconheço.
Mas é que eu gosto que as pessoas saibam o quanto elas são importantes para mim, como eu gosto de saber que sou para elas. Gosto de mostrar como meu coração sorri perto de quem me faz melhor, porque ele sorri, ele dá gargalhadas audíveis a metros de distância.
Gosto de dizer 'eu te amo', e para mim, não é como bom dia. Não, eu não estou vulgarizando o amor, eu estou simplesmente amando mesmo. Me deixa.
Um dia eu perdi alguém que amava sem a chance de dizer 'bem, eu amo você, vá com Deus'. E daí em diante, eu fiquei assim.
Pieguice em pessoa.
Porque eu tenho medo do amanhã, medo de você estar tão longe que não possa mais ouvir o meu repetido 'te amo'.
Medo de que um dia você esteja triste e não possa receber o meu abraço.
Medo de que um dia você se sinta mal e eu não possa fazer nada para mudar isso.
Meus amigos são mimados por mim. Com palavras, com ações, com tudo que posso.
Sem vergonha às vezes, com vergonha em outras.
Mas digo.
Porque a gente encontra jeito de falar do ódio, não pode encontrar de falar do amor?
Ah. Não dá.
Eu amo. E amo mesmo.
Eu sei que tudo isso, por às vezes parecer demais, exagerado, pode parecer para muitos, falso.
Não é.
Amigos, todos aqueles que estão lendo isso aqui e que sabem que o são mesmo, eles sabem que não é falso, não é por exagero, nem por vontade de aparacer, nem por nada.
É só carinho do tamanho do mundo, afeto, vontade de ficar junto, de fazer o outro feliz como o outro me faz.
É só amor.
Mas também né.
Incapaz de entender algo tão lindo e nobre, feito amizade, feito amor de amigo, quem nunca sentiu.
Eu sou ridícula na minha pieguice.
Mas ridículo mesmo, é não saber amar.

O sentido


"Às vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas...
Perdoe-as assim mesmo.
Se você é gentil, as pessoas podem acusá-lo de egoísta e interesseiro...
Seja gentil assim mesmo.
Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros...
Vença assim mesmo.
Se você é honesto e franco, as pessoas podem enganá-lo...
Seja honesto e franco assim mesmo.
O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra...
Construa assim mesmo.
Se você tem paz e é feliz, as pessoas podem sentir inveja...
Seja feliz assim mesmo.
O bem que você faz hoje pode ser esquecido amanhã...
Faça o bem assim mesmo.
Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante...
Dê o melhor de você assim mesmo.
E veja você que, no final das contas...
É entre você e Deus,
Nunca foi entre você e eles! "

(Autor Desconhecido)

sábado, 17 de outubro de 2009

Mil vozes falando e eu querendo ouvir apenas a SUA...


'A Esperança dança
Na corda bamba de sombrinha
E a cada passo nessa linha pode se machucar...
Mas a Esperança equilibrista
Sabe que o show de cada artista
Tem que continuar!'



'E quando existe aquele conflito quase louco dentro da gente, entre aquilo que a gente quer muito, e aquilo que é o certo a se fazer naquele momento?
Quando a voz do coração diz: liga, corre atrás, beija o vento pra tentar tocar lá longe. E a cabeça insiste: esquece, não vale a pena, não faz assim.
Ah, a Esperança equilibrista, a que mora no nosso coração, que fica dizendo que tá doendo agora, mas que vai passar, que não deixa o ódio entrar, não deixa ninguém dizer que não valeu a pena.
A Esperança que dança na corda bamba da sanidade, e que vez ou outra, despenca, quebra a cara e mesmo assim, se recompõe.
E nem dá mais pra gente fazer sentido mesmo, com esse congestionamento de pensamentos dentro do peito, da cabeça, da vida.
Fazer o que se eu te quero não podendo querer?
Fazer o que se todo mundo diz que você não merece, mas eu acho que eu nem mereço minha vida sem você?
E nem consigo. E faço planos, viagens, tudo. E não me desligo de você.
E viajo o Planeta. E levo você no meu umbigo.
Na minha pele, aquela que você disse que sente falta. E aquele meu cheiro, que você disse que sente falta, bem, nem é tanto mais meu cheiro sem você.
Ai fica essa loucura dentro da minha alma, você abriu a porta da confusão em mim. E eu que sempre achei que você era minha paz, eu que achava que o amor trazia a calmaria, a plenitude.
Tá uma bagunça aqui agora. Sem você e com esse monte de gente falando.
Por mim eu ia pra Lua.
E ficava tudo aqui.
Você?
Ah, sei lá se ia dar pra te levar, às vezes nem eu nessa confusão toda consigo entender a confusão que tá aí dentro de você também.
Ao menos eu tento. Ando tentando tanto, tanto, tanto...
Mas não dá.
E o povo todo aqui dentro de mim, brigando.
Um lado te defende, diz que jamais vai sentir de novo o vento tão bom se não estiver com você, jamais vai enxergar todas as cores assim tão vívidas se não estiver com você, jamais vai ver as estrelas com os pés bem plantados aqui...
Mas o outro, ah, o outro fica zangado quando eu digo que te amo e você diz que me quer.
Eita, querer não basta. Não entende?
Desculpe, eu sei que isso vai gerar mais confusão ainda, mas quanto mais eu tento ser exata, mais enlouqueço aqui.
Haja lenço de papel, haja dor que não pára. Haja cinza pra tapar todo esse verde de tudo que a gente plantou.
Conflito entre o que eu quero, e o que eu necessito.
Sinto tanto, tanto a sua falta.
Mas preciso que você sinta minha. Preciso que você me ligue, que diga que me ama, que faça o que tantas vezes eu fiz por você.
Porque preciso?
Pra fazer a cabeça queimar a língua, ela que diz as asneiras, que abusa do coração dizendo que você me faz sofrer...
Ah, amor, mostra pra ela vai, mostra que você me ama, que você vai ter que engolir o mundo todo pra não morrer da falta que eu vou fazer.
Porque eu sei que ninguém vai ocupar o meu lugar. Porque ninguém tem minha pele, ninguém tem o meu cheiro. E nem é só isso. Ninguém te faz sentir o que eu faço. Ninguém te faz tão bem quanto eu faço. Ninguém te enlouquece como eu enlouqueço.
Ninguém.
Você vai acabar percebendo também.
Espero que em tempo suficiente pra dar razão ao meu coração...
Ele tá cansado, mas essa Esperança equilibrista né, não vai deixá-lo desistir...
O show sempre tem que continuar...'


Para Cris, a amiga que eu quero muito que jamais desista de ter esperança. A amiga que enxerga o mundo verde, e que me conta histórias que me inspiram a escrever coisas assim.
E para Nicole, que sempre foi um vale de Esperança pra mim.

PS: tema proposto por Lipe, 'A Disputa das Vozes Interiores'.




sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Chove chuva, chove sem parar

'Chuva de prata que cai sem parar
Quase me mata de tanto esperar...
Um beijo molhado de luz
Sela nosso amor!'

Tá uma chuva enlouquecedora aqui.
E eu esperando você chegar... Apertando o coração até o limite.
Fiquei pensando, pensando, pensando...
Na força renovadora da chuva, ainda mais essas assim, típicas de verão.
O dia foi um calor insuportável, e no fim ela chega, pra reanimar, renovar o ânimo, levar tudo de ruim que ficou.
Eu gosto da chuva, mais ainda das tempestades. Porque eu já disse, a gente sabe o que de fato era verdadeiro depois de uma tempestade, aquilo que é superficial, não sobrevive ao vento, aos raios... Só o que de fato tem raízes profundas continua ali, firme.
Já passei por tantas tempestades!
Essa última talvez tenha sido a pior, porque eu escolhi entrar nela.
Sabe, eu entrei na chuva pra me molhar mesmo.
E hoje, já quase totalmente seca do tanto de chuva que veio com tudo isso, eu começo a me enxergar mais limpa.
A água veio e lavou mesmo minha alma, limpou o terreno e foi importante pra tanta coisa nova que brotou.
A chuva que renova.
Hoje eu sinto de novo o meu cheiro, vejo de novo o meu rosto, e a cada dia gosto mais de novo das minhas canções, dos meus autores, das minhas coisas.
Não é egoísmo, foi altruísmo demais em outros tempos.
Aquilo de amar intransitivamente, sem pedir complementos, amar ainda que sozinha.
Não presta.
Amor só vale a pena quando é acompanhado.
Lindo demais isso do amor incondicional, mas taí uma coisa que só funciona na teoria.
Pra amar, tem que ser junto. Ainda que junto/separado.
E aqui, você lá longe.
Pra amar tem que tá perto ao menos na alma.
E tem que saber entender as tempestades internas do outro também.
Aquele monte de conflito que a gente nem sabe de onde brota, mas vem como erva daninha, fruto do vento, sem semear.
O amor, se fosse uma árvore, seria um carvalho.
Imenso, mas aos poucos. Um dia de cada vez, um centímetro a mais.
Aos poucos.
E tem que entender também que é preciso suportar as larvas se quiser conhecer as borboletas.
É preciso entender a chuva se quiser ver o sinal da alinça após ela.
Eu gosto da chuva, ela me traz a certeza de que daqui a pouco, vai chegar meu arco-íris.

Planos


'Pra quê manter os pés no chão

Se todo mundo quer voar?'

E sempre tem um frustrado que te critica quando você diz que vai fazer doutorado em Paris, que vai passar a lua de mel na China, que vai se casar, que vai fazer aquele curso para o qual tem vocação, não o que paga melhor.
Sempre tem algum frustrado pra criticar os contos de fada, pra falar mal de amores românticos, pra dizer que sonho não alimenta barriga.
Não alimenta. É fato.
Mas o sonho alimenta a alma. Mata a sede, a fome, a vontade de vida.
Quem não sonha, não tira os pés do chão, morre.
Aos poucos. O que pra mim é a pior morte.
Já falei aqui sobre o Homem de Lata do Mágico de Oz, é um bom personagem. Uma boa metáfora. Como aquela do homem que enterrou os sonhos em um baú, com medo de que eles não se realizassem e ele se frustrasse.
E dá pra viver sem sonhar?
Nunca consegui.
Sou o tipo utópica, romântica, sonhadora. Acho que nasci assim.
Já tomei tanto tranco da vida por isso, mas já fui feliz em tantas situações que não teria sido se tivesse ficado de coadjuvante da minha própria vida.
Pra mim existem dois tipos de pessoas: os astrônomos e os astronautas.
Os do primeiro time sonham com estrelas, mas se debruçam em cima de cálculos e fórmulas, porque sabem os riscos de conhecer pessoalmente aquilo tudo.
Os astronautas arriscam a vida no espaço. Partem para uma viagem sem saber ao certo se vão chegar. Eles são apaixonados pelas estrelas, assim como os primeiros, mas para eles não basta ouvir falar, não basta estudar sobre. Eles têm que sentir.
Assim somos com tudo. Preciso dizer que sou astronauta?
Eu tiro os pés do chão, aliás, é difícil achar um instante em que eu esteja com os dois pés bem fincado.
Eu não tenho medo de sonhar, não tenho medo de me frustrar, porque melhor sofrer por não ter realizado, do que sofrer por não ter perspectiva.
Eu vivo na expectativa da realização.
Porque eu acredito em um Deus que realiza milagres e sonhos.
E não é só isso.
Eu acredito no poder que esse Deus me deu de realizar tudo aquilo que eu quiser, que for para a honra e glória dele.
A minha felicidade, sou eu que planto. Semeio aos poucos, às vezes em solo infértil. Desperdiço semente, mas não a chance.
A vida é pequena e única.
Pra quê fingir que não sonho, que sou exata, calculista?
No fundo, o sonho do astrônomo é estar onde o astronauta está.
O que lhe falta é coragem.
O que me sobra é vontade de ser feliz, essa coragem do 'tudo ou nada'.
Eu ainda vou voar, vou planar.
Porque plano, nada mais é do que algo que está ali, voando...
Os meus planos têm companhia. A minha, eu vivo planando por aí.
Se um dia eu cair e você achar graça, não faz mal, ao menos eu senti o vento, eu vi as estrelas mais de perto e eu sei de algo que você nunca saberá.
A graça de estar planando sem medo de cair.

Confissão


'Que esta minha paz e este meu amado silêncio

Não iludam a ninguém

Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta

Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios.

Acho-me relativamente feliz.'

(Mario Quintana)

Na verdade, não 'relativamente', encontro-me extremamente feliz. Mas, Mario Quintana me faz tão bem! Tão bem, que eu me permito roubar palavras tão doces para inspirar as minhas...

'Que esse meu silêncio e meu eufórico sorriso
Não assute ninguém.
Não é o silêncio das palavras não ditas
Nem o sorriso das palavras ditas.
É o silêncio do não precisar mais dizer
E o sorriso do entender coisas
Que nem sempre são ditas.
Mas é que
Acho me extremamente feliz.'


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Um dia

Um dia eu vou ter trinta anos e vou ter conhecido Pernambuco.
Vou ter um filho e vou conversar com minha barriga imensa imaginando o rostinho que aquele pedacinho de vida terá.
Um dia eu lançarei um romance e o Jô me fará perguntas para as quais eu nunca tive respostas.
Um dia eu me lembrarei de pessoas que passaram, foram importantes, e foram embora. Porque também existem as pessoas totalmente substituíveis.
Nesse dia eu sei que vou lembrar da gente sonhando acordado, imaginando um campo florido e todo mundo de branco.
Imaginando nós dois e o Jack Johson tocando.
Imaginando uma cachoeira ali perto e o vento bagunçando o cabelo de todos.
E lá estará o meu vestido, ele será bem simples mesmo. E o meu buquê de girassóis. E os seus pés descalços.
E alguém tocará uma canção do Ira! enquanto eu caminharei até você...
'Com flores na cabeça, nossos pés descalços, nossa vida toda de paz e amor.'
E sim, sua mãe vai querer te matar. E sim, meu pai vai chorar ainda mais do que na minha formatura.
E se a gente vai ser feliz pra sempre? Bem, amor. Isso a gente vai descobrindo aos poucos.
Um dia vai chegar o 'um dia'. Eu espero por ele.
Já não mais tão ansiosa, já não mais tão insegura.
Porque quando uma coisa tem que ser da gente, a vida roda, o mundo leva, o vento traz de volta.
Não tem Oceano que separa um verdadeiro amor.
Não tem avião que leva embora, nem mocréia que rouba.
Amor é amor. Aqui, no sul, em Portugal, na China.
Amor é amor.
A gente sabe. Até mesmo quando a gente acha que não sabe, a gente tá sabendo.
Porque sabe que sonhou junto, sabe que viveu junto.
Sabe que aquela música vai sempre trazer 'aquele dia', sabe que aquele sorriso torto, aquele olhar cúmplice e até aquele silêncio de todas as palavras que não são necessárias, tudo, traz de volta o 'eu te amo'.
Um dia você vai ler tudo isso, e talvez você ache graça, talvez você fique emocionado ou talvez você apenas diga com esse seu jeito de me deixar sem graça: 'é amor, você sabe como usar as palavras'.
É amor, você sabe como me trazer as palavras. E sabe como levar minha paz.
Boa troca né?
Ainda bem que acredito em contos de fadas, nas novelas românticas, na procura daquilo que só se acha uma vez, pra se perder, se entregar pra sempre naquele encontro.
Ainda bem que eu acredito no amor.
Porque ele me faz querer que chegue (nem precisa vir como louco descontrolado, pode ser com calma) 'um dia'.

(Música: Paz e Amor - Ira!)

Para todos os Professores! Parabéns!!!

O dia hoje já acordou sendo especial. Era o meu dia. O primeiro dia desde que comecei a faculdade em que eu comemoraria o dia dos professores com meus alunos.
E eu acordei nostálgica, me lembrando daquele monte de gente fundamental para eu ser quem eu sou, para estar onde estou.
Porque não agradecer aqui, ainda que tais pessoas nunca saibam da gratidão declarada?
Bem, eu tive excelentes professores!
Lógico, também tive os piores!! Tive aquele tipo que contava altas mentiras na hora da aula e aula mesmo, nada. Tive o que não explicava matéria porque não tinha dom mesmo. O que não conseguia domar a turma. Um monte deles.
Mas eles foram.
Os bons, ficaram. E me fazem querer ser para esses anjinhos de hoje, ainda piores do que éramos, o que foram pra mim.
Me lembro bem das palavras de uma professora quando me viu colando: 'nunca subestime um professor'.
Eita verdade.
A gente quase sempre sabe de tudo que tá acontecendo, é ilusão achar que nos engana!
Me lembro do incentivo que me foi dado, e também de puxões de orelha porque eu sempre fui a aluna preguiçosa, com potencial, mas com o dobro de má vontade.
Lembro de uma que me corrigia e me mandava parar de falar 'de maior'. Foi você que me fez querer dar aula de português, senhorita Tânia.
Lembro da única pessoa que conseguiu me ensinar física ou química.
Da que me mandava ler um livro atrás do outro.
Da que me mandava decorar verbos em inglês.
E daquela que sempre sabia porque eu estava triste.
Hoje, a que não me sai da memória é a que me faz a cada dia querer ser melhor. O meu apoio incondicional, a minha âncora, o que eu quero ser quando crescer.
Eu devo um agradecimento especial a ela, porque ela é a que está me ajudando a moldar o meu raciocínio, a separar o que eu quero aproveitar do que está ali só pra ocupar espaço.
Ela que é minha orientadora, minha amiga, e fundamentalmente, minha mestre.
Porque um professor mostra. Um mestre conduz.
Um professor dá a dica. Um mestre orienta.
Querida mestre, todos já me chamam de puxa-saco, depois dessa então...
Mas eu devo tantos obrigados!! Mesmo!!
Anna, a professora mais ousada, a mais linda e principalmente, a que mais me faz aprender.
Obrigada!
Obrigada e obrigada.
(...)
Sobre o que eu quero ser, sobre o meu futuro. Bem, é isso. Eu quero ser esse tipo de pessoa. A que conduz. A que ensina. Não tem valor monetário você ver o brilho dos olhos que o conhecimento produz. Filosófico porque eu estou começando agora? Não mesmo! Eu sei o que é acreditar em algo que se diz. E eu acredito na minha profissão, acredito nos meus alunos e acredito no futuro deles.
Quebrando a cara ou não, eu quero ser a professora do 'Sorriso de Monalisa' ou da 'Sociedade dos Poetas Mortos'. Eu quero ensinar além da escola. Eu quero ensinar a vida.
Porque ela sim, é a melhor professora de todas.


Parabéns a todos aqueles que fazem ou ao menos tentam do Brasil um país do Presente, do Futuro e do Sempre.
Professores!!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

'Testimonial' de aniversário

Nii,



Eu sei que eu posso contar com você em todos os momentos, eu sei que você sabe quando eu estou triste e sabe o que dizer para me fazer melhor.
Você me faz melhor.

Eu sei que eu sou a lezadinha que você mais ama, porque é bem recíproco. Aliás, eu aprendi muito sobre reciprocidade com você.
Eu sei que mesmo que eu esteja errada você vai saber o que dizer, vai ter cuidado com meu coração extra sensível e vai estar disposta a simplesmente orar por mim quando nada mais puder ser feito.
I Know - Pure Friendship!!

:D

Eu desejo que toda a luz Divina recaia sobre sua vida, que todas as bençãos maravilhosas que Deus tem preparado estejam sobre ti, que os seus passos sigam sempre esse Caminho, que você seja luz para os outros como foi para mim desde o princípio, que a nossa amizade cresça...
Desejo muitos abraços de golfinho, muitos sorrisos, todos que forem possíveis!! Desejo uma vida inteira nos dezoito anos! Emoções que só se podem sentir com essa idade, juízo, embora eu saiba que você já tenha, mas nunca é demais!! Amor, de Deus, dos amigos, da família, de pessoas especiais selecionadas pelo Pai para alegrarem seu coração.
Nossa, desejo milhares de fotos, e paredes para colocarem todos os futuros murais!!
Desejo, desejo e desejo!!
E agradeço tanto a Deus por ter colocado você na minha vida.
Amiga, não sei se já te disse isso assim, tão explícito, tão para o mundo todo (hahaha, olha a pretensão de fama do blog), eu sei que você deve estar lendo e morrendo de vergonha, mas eu te amo tanto!
Mesmo.
'E ela me faz tão bem, ela me faz tão bem, que eu também quero fazer isso por ela!'
Obrigada Nii.
Por confiar, por dedicar, por amar.

Feliz aniversário Golfinho!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Estrela

Fui dormir com a sensação doce de que o mundo finalmente estava voltando a ser o meu mundo, aquele com o qual eu tinha costume.
Tinha uma estrela caída no chão, tudo escuro e aquela estrela brilhando, tinha surgido sabe-se lá de onde, mas estava lá, toda a sua fluorescência em plena duas da manhã.
Perdi a vontade de dormir olhando pra ela.
Era tanto brilho.
Me lembrou tanta coisa.
O primeiro presente que ele me deu. Eu toda sem graça, a gente comemorando nosso primeiro aniversário junto, ele me pergunta o que eu quero, e eu, a lua.
No outro dia ele me chega com a lua. Toda linda imprimida em um papel fotógrafico bem grande. Ele me deu a lua. E era impossível não se apaixonar depois dessa.
Lembrei de tudo antes de dormir, olhando pra estrela caída brilhante.
Lembrei de um antigo provérbio, 'as estrelas brilham muito mais no escuro'. Verdade.
E lembrei de tanta gente importante, tudo ali, olhando praquele brilho todo.
Nem me lembro o último pensamento, mas me lembro de ter pensado em ser assim, em ter esse brilho que faz a diferença no escuro.
Como na canção do Engenheiros que eu vivo cantarolando por aí...

'Toda vez que falta luz
Toda vez que algo nos falta
O invisível nos salta aos olhos'.

Eu gostaria de ser como essas estrelas, eu quero ser! Quero ter o brilho que faça as pessoas lembrarem coisas boas, o brilho que traga bons momentos de volta, e que mais que tudo, faça diferença.
Essa noite a estrela não vai mais estar lá, eu a colei no teto.
Assim, vou sempre lembrar que por mais que a noite seja escura.
Vai sempre haver estrelas pra torná-la melhor, mais fácil e muito mais interessante!

(Música: Piano Bar - Engenheiros do Hawaii)

domingo, 11 de outubro de 2009

O Novo

'Para obter algo que nunca teve

É preciso fazer algo que nunca fez.'


Como somos medrosos, como deixamos de agir, de sorrir, de sentir o vento no rosto por covardia idiota diante do novo, diante do belo, do surpreende!
Eu fico sempre pensando em como as crianças crescem, elas têm o poder de mudar a cada dia, e eu acredito que seja por não temerem o novo.
Uma criança entra no mar e vai seguindo em frente, ela se perde por não temer se distanciar, ela muitas vezes se machuca por isso, por acreditar em tudo.
Mas ela aprende. Aprende a nada
r, aprende quais animais e pessoas são mais confiáveis, aprende a ter equilíbrio na bicicleta, ainda que os tombos a tenha derrubado várias vezes.
Crianças sabem sorrir até enquanto choram.
Elas enxergam mais cores, sentem mais aromas, provavelmente aproveitam mais os sabores.
Porque uma criança nunca tem medo de amar.
Ela se entrega de coração, para ela tudo é uma aventura, uma fantasia maravilhosa, um mundo todo cheio de novidades.

Uma amiga minha vai pra Portugal, eu disse que ela está sendo muito corajosa. Está mesmo, não sei se teria coragem de sair da minha zona de conforto. Mas eu acho a coisa mais maravilhosa isso que ela vai fazer. Porque às vezes a gente precisa se afastar de tudo pra entender porque a vida tomou determinado ritmo. Chama-se ser expectador da própria história.
Ok, pode ser perigoso ficar apenas assistindo, mas existem situações necessárias.
Parar um pouco, olhar pro mundo desse tamanhão todo e pensar, bem, não estou sendo feliz aqui, vou embora.
Bye.
Tchau comodismo, mundo fácil, coisas importantes que foram se tornando banais.
Adeus velho eu. Adeus pessoa covarde que há dentro de todos nós. Adeus medo de amar, de correr novos riscos, de quebrar a cara.
Porque quebrando a cara a gente aprende
muitas lições valiosas!
Se toda criança parasse no primeiro passo em falso, no primeiro tombo, hoje ninguém mais andaria.
A gente esquece de colocar metáforas em tudo. A gente não aprendeu a andar? E não foi nada fácil, tínhamos mãos que seguravam n
ossos pulsos e nos empurravam pra frente.
Porque na vida sentimental a gente só se arrasta?
Eixe!
Tá na hora de tentar firmar as pernas, tá na hora de confiar que mãos mais do que poderosas nos seguram pelos pulsos, forçar os joelhos, erguer o nariz e tentar.
Primeiro passo, segundo. Queda?
Quem nunca caiu?
Deixar o comodismo significa entender tudo que passou, significa entender que o presente é agora, já foi. Naquela frase ali já virou pretérito.
Segundo por segundo, a vida vai pingando, se a gente não aproveita, escorre tudo e aí sim temos um adeus mais doloroso.
Já falei do 'Homem de Lata' do Mágico de Oz, da vontade que ele tinha de sentir tudo, até mesmo a dor.
As crianças são assim, querem sensações novas. Sempre!
E a gente sabe o que Jesus falou sobre as crianças, que delas era o Reino dos Céus. Elas na sua inocência, na sua fragilidade, na sua vontade às vezes até insana de conhecer o novo.
Viva aqueles que arriscam, que pulam, mesmo s
em pára-quedas reserva. Que entram no mar, mesmo sem saber se vai dar pé.
Que arriscam uma viagem pra terras de além mar, pra terras tupiniquins, ou simplesmente pra terras antes nunca navegadas, as terras da psiquê de cada um.

Agora, eu vou, tenho passagem marcada pra um lugar muito lindo.
Meu coração. Ele tá precisando de mim, vamos ter uma conversa bem divertida, vamos sorrir, talvez até chorar um pouco.
Vai saber?
Mas vai ser legal, arriscar um pouco.
Boa viagem minhas crianças!

Beijoooo!


PS: Deixemos de ser adultos tão infantis, e passemos a ser crianças mesmo. Infantilidade de modo nada tem haver com ser criança.



Ouvindo: Elephant Gun (Beirut) e Better Togheter (Jack Johson)

Divagações sobre o sábado

Caindo, literalmente, de sono aqui.
E me poupando porque quero conversar muito ainda com a Cris.
Tô perdida!!
O dia hoje foi bem legal, tava um Sol lindo que me fez querer colocar o biquíni e ir pro clube. Só fez querer colocar, porque não cheguei a concluir o desejo, preguiça imensa de parar lá naquele fim de mundo.
De noite fiz pizza, eu mesma, nem acredito que ficou comestível. Felipe veio pra cá e eu tive que assistir 'O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel'. Ainda tenho que assistir os outros dois, trabalho de conclusão de curso, estudo sobre a formação da imagem na mente humana.
Ando muito cdf ultimamente.
Conversei com a Mô hoje, revi a Glau. Com saudades da Nicole!!!
Mas feliz demais, porque eu fiz uma amiga chorar (por coisa boa) e também rir muito hoje.
Obrigada Cris, você já faz parte das pessoas mais do que especiais!!
Algumas discórdias hoje por conta do meu esmalte novamente rosa...
Mas tudo bem, a gente sobrevive!
Sempre!!

Vem aí mais um domingo, amanhã tem festinha na Igreja pra criançada, eu vou me vestir de palhaça, acho que vai ser difícil tirar a fantasia depois...
Que o dia seja tão interessante e preguiçoso como foi hoje.

PS: Saudade do Lipe também, sumiu da minha vida...


Beijoo..
:D

sábado, 10 de outubro de 2009

A Fada Madrinha e O Tocador de Cítara

Era uma vez uma história de amor. Aliás, já tinha sido várias vezes antes, e continuará sendo por muito tempo, muitas vezes ainda. Porque histórias de amor como essa são sempre lindas.
Era uma vez dois personagens únicos e mágicos, uma fada-madrinha encatadora de tão encantada e um andarilho tocador de cítara que, bem, conseguiu encantar aquela fada encantada.
Ela vivia lá, a fadinha do coração verde, no meio do mundo maravilhoso dela, naquele pedacinho de Terra feito com muito capricho, ela ajudava e realizava sempre que possível os sonhos das crianças.
Ela tinha os seus, mas para os seus sempre haveria tempo no futuro. Ela sempre foi feliz vendo a alegria que proporcionava.
Um dia ela encontrou o tocador de cítara. Não importa como foi o encontro, mas sim que ali eles se reencontraram.
Amores no fim das contas são assim mesmo, a gente os reencontra. Olha e entende.
E quanto ele fez aquelas cordas vibrarem ela entendeu o sentido de todos os pedidos que já tinha realizado, porque ali o sonho dela aconteceu.
Ela viveu o próprio conto de fadas.
Ela o fez, refez, criou e inventou maravilhas que antes nunca tinha imaginado existir.
A cada vibração de uma música dele, o corpo dela respondia. A cada desejo dela realizado, a canção dele se renovava.
Era o amor.
Tão simples.
Mas o amor também tem lá os seus mistérios. Quem nunca viveu um conto de fadas seria incapaz de entender mesmo porque dois corações tão iguais, feitos um pro outro, se separariam.
Mas quem nunca viveu um conto de fadas não tem o direito e muito menos o dever de dar conselhos.
O andarilho não podia ficar. Não era amor?
Jamais!
Lógico que era amor. E ainda é.
Mas a vida tem os seus mistérios, e a vida é ainda bem mais do que um conto de fadas.
O mundo precisava das canções dele, as crianças ainda tinham pedidos a fazer a ela.
Ele partiu. Ela ficou.
O coração aos pedaços, faltando as canções, faltando os abraços.
Mas os corações são sempre fortes, eles superam.
E eles, diferente daquelas pessoas que nunca viveram um conto de fadas, eles entende os mistérios do amor.
Entendem que pra estar junto nem sempre é preciso estar perto.
Que junto é dentro da gente. E uma vez dentro da gente, dentro da gente pra sempre.
Agora o tocador de cítara deve estar por aí, a canção dele pode parecer alegre, mas falta uma nota que ele deixou naquela terra encantada.
Ela realiza muitos pedidos ainda, hoje com mais maestria do que antes, porque agora ela sabe que o amor é capaz de realizar tudo.
Quem vai saber quando a canção terá sentido novamente, o tempo em que finalmente o sonho dela de um 'felizes para sempre' muito pessoal vai se realizar?
Isso só o tempo, o narrador oficial, de quem eu pego a história emprestada.
Por enquanto, basta saber que neles, o conto-de-fadas será eterno.
E durará bem mais do que pra sempre, a felicidade que vai ficar dentro deles, a lembrança, o amor.



Para Cris.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Uns micos...

Ai que saudades de postar aqui...
Fico protelando, protelando, e acabo não passando por aqui...
Primeiramente, antes de filosofar, vamos aos casos da realidade.
Não foi uma semana difícil, graças a Deus!!
Tomei algumas decisões em relação às cicatrizes, mais ainda em relação à pessoa que me causou. Mas não vou mais falar disso. Vou tentar pelo menos. Já que a porta ainda está aberta, eu mesmo vou fechá-la.
Felipe ontem me disse uma frase de bobeira, na hora em que voltávamos de Carangola, 'não coloque como prioridade alguém que só te coloca como opção'. Ui.
Pois é. Acabou o assunto, todo mundo enxerga que estou melhor agora.
O dia hoje foi tão tão canstivo... Passei a tarde toda no banco, e cheguei à conclusões engraçadas...
Paguei alguns micos no banco, aliás, a semana foi de pagar micos...
Vou listar primeiro o mico do banco.
Fui entrar e lógico que esqueci que estava com a latinha de refri na mão.
A porta emperrou.
O guarda me mandou colocar a latinha no lugar indicado, coloquei, fui entrar e a porta emperrou de novo.
Chave dentro da bolsa, lógico que eu nunca saberia que deveria colocar a chave lá também né...
Tento entrar de novo e a porta continua emperrada.
Celular.
Aff.
Que transtorno pra entrar no banco, todo mundo olhando pra mim.
Fico a tarde toda pra resolver tudo que é necessário pra simplesmente abrir uma conta.
Na hora de sair, lógico q eu me lembrei de colocar o celular no local indicado.
Me esqueci foi da chave.

AFF.

Mico da Escola

Segundo dia de aula e eu ainda não tinha me acostumado às salas, leio no horário que tenho o primeiro período no 2°B. Pensei que era a sala que eu já tinha ido no primeiro dia, subo toda feliz, porque gostei dos alunos, preparo o maior sorriso do mundo e entro na sala de uma vez só:
- Bom dia!!!!!!!
Todo mundo cai na gargalhada, olho pro lado e já tem uma professora lá.
Aquela sala era o 2°A.

¬¬'

Eu consigo.

rs


Como todos dizem por aí, quem não paga mico, não tem história pra contar!

:D

Eu tenho mta história pra contar...

sábado, 3 de outubro de 2009

Amor


Amor...

Obrigada por tentar me entender, ainda que quase sempre isso seja impossível até para mim.


Obrigada por me fazer sorrir, ainda que eu insista em ficar emburrada e irritada com tudo.


Obrigada por brigar por mim, ainda que eu insista em amar pessoas que me façam sofrer.


Obrigada por me levar a sério, ainda que eu às vezes diga coisas sem sentido.


Obrigada por não me levar tão a sério, e me mostrar que a vida é assim mesmo, metade seriedade, metade loucura.


Obrigada por enlouquecer comigo, por me levar além do que eu posso ir sozinha.


Obrigada pela companhia insistente, mesmo quando eu quero ficar sozinha.


Obrigada por cuidar de mim, manifestar afeto e amor, ainda que do seu jeito.


Obrigada por me contar sobre seu dia, porque você só divide sua vida com quem é de fato importante.


Obrigada por brigar comigo, me mandar ser menos chata, menos pirracenta e menos mimada, ainda que na hora eu sempre queira matar você.


Obrigada por me dar a mão quando eu me sinto extremamente sozinha, por me abraçar e me deixar chorar no seu peito.


Obrigada por ceder espaço para minhas amigas, por entender que eu preciso delas e que elas sempre farão parte da minha jornada.


Obrigada por tentar entender e participar, ainda que em termos, do mundo das minhas amizades.


Obrigada por me permitir ser feliz. Por exigir do mundo minha felicidade, por me apoiar, me empurrar pra frente, querer sempre me ver progredindo.


Obrigada por me amar e por compartilhar comigo tanta coisa maravilhosa.

Por ser meu melhor amigo, meu companheiro de viagem de aventura, meu cúmplice, meu confidente, meu ombro, meu amor.


Obrigada mesmo.

Defeito de Fábrica

Eu não choro mais por você. Descobri isso ontem.
Mas mesmo assim, eu ainda sinto sua falta, tá escrito em tudo que eu faço, não posso fingir que não.
E ainda me pergunto 'por quê?'.
Por que gostar tanto de alguém tão complicado?? Gostar tanto de alguém tão orgulhoso, tão dono da verdade, tão metido a auto-suficiente??
Às vezes eu tenho tanta raiva de você, que eu penso até que te esqueci.
Mas passa a raiva e lá estou eu novamente acariciando a cicatriz de feridas tão antigas.
Acho que vim com algum defeito de fábrica, todo mundo que te conhece sabe até onde se envolver. Eu nunca soube.
Eu gostei de você naquele primeiro olhar, eu deixei você significar muito pra mim em dois dias, eu te dei muita importância, te coloquei em um pedestal que você não merecia.
Não por você. Mas porque ninguém é perfeito, pedestais são ilusões!
Eu me decepcionei com você, mas ate isso eu virei contra mim, eu consegui ficar deprimida por não ter sido tão perfeita quanto você gostaria...
Eu tenho um defeito de fábrica.
E eu te dei poder demais pra minha própria saúde. Você falava e era lei.
Que idiota que eu sou, isso tudo só podia dar nisso mesmo!
O problema não é só você, é no que você se transformou para mim.
Todo mundo enxergava o quanto eu mudava por você (não que você me pedisse isso, mas que eu quisesse ser aceita), eu não. Porque eu só conseguia enxergar você.
Não sei outro nome, é mesmo defeito de fábrica.
Agora eu acho que você quer me enlouquecer!
E me lembro de você dizendo o quanto eu era prepotente por achar que você fazia as coisas só pra me atingir.
Como você não me nota a dois passos mas deixa que todos saibam o quanto te adoro?
Como você me mata, mas deixa tudo que eu te falo enfeitando sua página de recados?
Como você deleta uma amizade mas não me deleta do círculo de amigos virtuais??
Eu queria tanto saber!!!!!
Porque eu, mesmo deletando nossas fotos, seus recados, os emails trocados, não consigo deletar você da minha vida.
Você quer me enlouquecer, só pode...
Porque você se quer se dá ao trabalho de me responder!!
E eu sequer tenho a coragem de apagar os recados que te mandei, os depoimentos que ainda hoje são verdadeiros. Eu não tenho coragem de 'apagar' você, porque tenho medo de que você não se importe.
Tenho medo de te dizer tudo isso e romper o único laço frágil que nós temos, o virtual.
Tenho medo, mas tenho vontade de que você diga 'sim' ou 'não' de uma vez.
Pra acabar com essa angústia minha, com essa vontade de saber se eu fui/sou importante.
Eu queria te odiar, ou simplesmente te esquecer. Quem sabe queria mas não estou me empenhando... Porque você deixa sempre uma porta entreaberta, por onde eu vejo uma nesga de luz e insisto acreditar...
Não consigo não acariciar essa cicatriz fina que ficou onde bateu a pedra da nossa última conversa.
Que droga de nostalgia, droga de esperança que eu insito em sentir.

Cicatriz

'Eu queria decifrar as coisas que são importantes.

(...)

Pra tanta coisa importante falta nome.'


Eu queria que fosse tão fácil tirar você da minha vida quanto foi apagar os seus emails, quanto foi deletar todas as fotos.
Eu queria que deletar fosse simples, deletar as lembranças, as conversas, as risadas.
Deletar o sentimento idiota, o carinho que às vezes eu acho você tão indigna de merecer.
Eu queria que Drummond fosse apenas meu poeta querido novamente, queria ouvir U2 e ouvir simplesmente a voz do Bono sem me lembrar o tempo todo de você.
Eu queria que você fosse um pouco (na verdade muito) menos cabeça dura, fosse menos metida a dona da razão, menos infantil, menos arrogante. Mas essa é você, e Deus, eu ainda gosto de você sendo assim.

Ah, eu queria não escrever mais sobre isso aqui no blog, mas eu não consigo não falar de você.
O machucado secou, mas virou uma cicatriz que eu pareço fazer questão de ficar acariciando.
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