sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Monólogo de um Amor (In)Consciente


E você tanto falou mal de mim, tanto me praguejou que eu resolvi dar as caras pra que você ouvisse da minha boca essa história tão linda.
Eu sou o Amor. É, sou mesmo. E apesar dos pesares, pode acreditar que eu não vim reclamar da minha vida, mesmo ela estando longe de ser o mar de rosas que você imagina.
Fui colocado pra escanteio e antes que me atire no leito de morte, preciso que escute a sua história.
Você era uma menina tão doce, apesar do medo sempre aparente e da teimosia que te fazia acreditar que era dona do mundo.
Foi o sorriso exibido dele que te fez vacilar e aí vocês disseram que eu aconteci à primeira vista.
Nada disso, eu lá sou erva daninha pra nascer com o vento? Eu fui plantado aos poucos.
Você há de se lembrar da primeira vez que ele afastou o seu cabelo e apenas esbarrou os dedos tortos e finos na sua orelha esquerda. Ou ainda de quando o mundo deu a entender que acabaria em chuva e vocês se permitiram ficar para sempre na eternidade momentânea daquele abraço.
Era você que dizia que ninguém te fazia sentir as coisas como ele. Você, não se lembra?
Quando foi então que colocaram na sua cabeça que eu era perfeito?
Santa paciência menina, olhe pra mim, eu sou o Amor!
Você achou mesmo que eu só causava suspiros, nem uma lagrimazinha sequer?
Não é de propósito, pelo menos não sempre, mas eu sou assim um tanto confuso, é comigo, não é com você ou com ele. Confuso sim, volúvel não. Sou eterno, você sabe que mesmo me matando eu volto pra puxar seu pé, pra atormentar seus sonhos.
Não quero teu mal, mas é que você era feliz e não sabia, não posso deixar que me mate sem que saiba.
Enquanto você esteve com ele, enquanto suspirou por um beijo, enquanto sentiu a ponta dos seus dedos doerem de necessidade dele, enquanto seus olhos procuravam por ele em qualquer canto, enquanto você brigava com ele por uma tolice ou não e até enquanto tentava me sufocar junto com as lágrimas que você matava no travesseiro, você nunca foi tão feliz, nunca esteve tão plena.
Aquela foi a época mais feliz da minha vida, quando você não me praguejava, mas entendia que eu era mesmo assim, coisa insana.
Olhe, não me leve tão a sério, não se leve tão a sério!
Meu desejo é a felicidade, parece estranho, mas eu ando sempre ao lado dela. Somos um casal diferente, meio exótico, você e ele também. Todo mundo dizia que não duraria, tão tolos. Só eu sei a força que eu tenho dentro de vocês. Só eu sei que você não consegue me matar. Eu sei que você vai voltar pro travesseiro depois de me ouvir e vai chorar de novo, mas que você entende que é só na loucura dessa coisa toda que você sabe ser feliz.
Liga pra ele. Diz que tô vivo ainda, sou guerreiro. Ele sabe, também estou nele, mesmo com aquela capa de garoto independente, ele não vive sem ti.
Vai lá dizer pra ele que eu tô te incomodando, não te dou sossego e não te deixo pensar em mais nada. Quero a felicidade! Ainda mais que antes...
Porque o pra sempre é até pouco tempo pra quem tem pressa, e eu quero começar a inundar logo o teu mundo de luz.



[Gente, semana passada eu fiquei em SEGUNDO lugar!!! Pra mim foi sensacional, era a primeira semana que eu participava, até tentei duas vezes postar sobre o quanto eu fiquei feliz, mas a internet fez questão de sumir com meu texto, então deixo aqui o meu agradecimento desde já!


Agora é ficar na expectativa pro resultado da 18° semana! Torçam por mim!]

4 comentários:

  1. O texto é seu? ficou lindo! vc vai ganhar de novo ai hein! rs !♥

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  2. Ameeeeei o texto. Ia copiar os trechos que mais me identifiquei, mas aí acabaria copiando o texto todo. Nunca mais abandono o blog, bjs.

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  3. aah,
    parabens pelo primeiro lugar.
    O texto ficou divinamente incrível. Você tocou em um assunto forte, complexo e que as pessoas temem a ponderar.
    Parabens mesmo menina ;}

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Lembre-se que você me faz feliz. Críticas serão sempre aceitas, desde que você use de um mínimo de educação. Eu jamais ofendo ninguém, tente prezar a reciprocidade.
Beijos!

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